12.05.2005

E, de repente, não somos mais "a gente"...

e, de repente, você me pegou pelo braço e me levou para o meio-fio... E, de repente, eu comecei a sentir a minha própria pele... Eu não sinto sua falta, mas minto, se insistir que eu não sinto... que falta faz sentir falta daquilo que você pode chamar de seu...e, de repente, tudo era mais vida e mais cor... as minhas piadas faziam sentido pela primeira vez e o mundo seguia o meu próprio curso... que egoísta, o nosso próprio curso... acreditarei piamente que um dia dominei o mundo!
Mais do que de repente, surpreendendo toda a gente, você me faz perguntas sem sentido, me cobra uma dívida como se houvesse algum pagamento... como se eu fosse sua propriedade, logo um substantivo comum, porém abstrato...E, de repente, você me invadia a alma, me cobria os olhos, e me jogava contra o muro... Pra quê? Sei que está arrependido de tudo que fez, das palavras que disse, do que não soube dosar... A vida é feita de doses, pequenas ou grandes, cabe você medir e não se acabar em uma overdose...
E, de repente, sinto a sua falta, daquilo que não fomos, daquilo que somos, daquilo que podíamos ter sido... Para onde você levou aquilo? Onde você enfiou as suas frases? E eu não queria nada...

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um paradoxo de sanidade e loucura