When you wake up tomorrow it won’t be late afternoon or even there’ll be a morning sun. You could have it all, but you must come back soon.
Then you replace the thoughts on the paper and take up books for later… then, you figure out everyone else – those that can think – have the same situation under their feet.
So, can you imagine what’s all about? Or, could you be waiting for a little while? There are many reasons in this world that you can’t figure, but there’s an only one for you to be breathing.
“Dance like no one’s watching” is the name of a song. But I can’t remember who is the singer or was it for…
Every quote has a circle note… and the most ones lead to its own hole.
And there’s no meaning on what is just written. Words keep on coming easily, I just put them together as the Dadaists…
10.31.2008
10.30.2008
Mirror, mirror
Never tell us the truth
Mirror, mirror
Never wonder why
Shouldn’t we live for good?
Painless decisions, just
Show how it’s cold
Outside.
Painless decisions never
Brought anything
New… for now.
Running to the sun
And starting to rewind
The rolls.
Running to the sun
Believing it’s possible
to roam for a while
it’s cold, it’s cold
and I’m attached to bones
scroll scroll, it’s a ghost
and I’m fulfilled now…
Never tell us the truth
Mirror, mirror
Never wonder why
Shouldn’t we live for good?
Painless decisions, just
Show how it’s cold
Outside.
Painless decisions never
Brought anything
New… for now.
Running to the sun
And starting to rewind
The rolls.
Running to the sun
Believing it’s possible
to roam for a while
it’s cold, it’s cold
and I’m attached to bones
scroll scroll, it’s a ghost
and I’m fulfilled now…
“time is contagious… everyone is getting old…”*
Take a look at yourself, you won’t find anything new. All your thoughts and believes have remained the same. Somehow, part of your life you passed fearing those thoughts and those believes, after all we never ask for them to come. Somehow, you spent most of the significant seconds trying to build a way out of yourself.
Take another look at yourself. Probably, you won’t ever find a way out of you… at least, you’ve already figured out how to deal with this… or, perhaps, you’ll take a lifetime considering all the signs and building runaways to stand still and with your feet on the ground… [oh, just let me fly on my thoughts]
Always whisper the true, what you think is the most wanted true: all the things philosophers said is kept inside of you… [each one has ones time, ones true…]
In the end, everything has added up a little whether you keep closer than your picture. In the end, you’ll be like yourself if you’d lived under your thoughts…
Oh, let me know how
I could be that tall
And reach myself
Oh, let me grow old
Inside, as if my face
Never resign
The pain to stand
Always still
Oh, let all these things
Behind
Pass us by
With storm weather
Lights
Oh, just let me know
Let me know
Should I
Take off and blow?
As a supernova,
The brightest light ever
As the star I imagined,
The only thing to dare…
* coconut skins, damien rice (oh yeah… again)
Take another look at yourself. Probably, you won’t ever find a way out of you… at least, you’ve already figured out how to deal with this… or, perhaps, you’ll take a lifetime considering all the signs and building runaways to stand still and with your feet on the ground… [oh, just let me fly on my thoughts]
Always whisper the true, what you think is the most wanted true: all the things philosophers said is kept inside of you… [each one has ones time, ones true…]
In the end, everything has added up a little whether you keep closer than your picture. In the end, you’ll be like yourself if you’d lived under your thoughts…
Oh, let me know how
I could be that tall
And reach myself
Oh, let me grow old
Inside, as if my face
Never resign
The pain to stand
Always still
Oh, let all these things
Behind
Pass us by
With storm weather
Lights
Oh, just let me know
Let me know
Should I
Take off and blow?
As a supernova,
The brightest light ever
As the star I imagined,
The only thing to dare…
* coconut skins, damien rice (oh yeah… again)
10.27.2008
a necessidade materializada: o ideal sob a forma estética
Oh, essa busca incessante pelo passado, onde tudo parece revelar a magia de nunca se ter vivido situação parecida. Ou, ainda, como aquelas pessoas conseguiam viver diante do caráter “rudimentar” de suas ferramentas cotidianas. É um constante admirar-se pelo o que não pode ser revisto, porque, diante de resquícios, podemos recriar o passado envolvendo-o de magia.
E tais resquícios, objetos de outrora, somente são fruto da necessidade daquelas pessoas; são aquilo que elas pensaram para melhorar as suas vidas e se atingir um ideal de perfeição. Eis a estética.
A estética é a interpretação do modo pelo qual se chegou a tal elemento, e de que aspectos filosóficos ele foi composto. Em resumo: os resquícios representavam a necessidade saciada – como, por exemplo, na falta de pêlos, o uso de peles de caça – e revelam, assim, a maneira peculiar pela qual cada grupo social saciava esta necessidade.
A maneira de enxergar o mundo subsiste em um único fator: precisamos sobreviver e, dentro de nossos limites, o que podemos fazer para prolongar a nossa sobrevivência? Como poderemos otimizar o que temos a nosso favor?
Assim, nascem as necessidades paralelas. Conhecer o que não está a nosso alcance e, até mesmo, entender os motivos banais por que um objeto de outrora ainda permanece. Acredito que ele permanece porque conseguimos relacioná-lo à magia tendo, por base, um fundamento legitimado. Acredito que ele permanece por conta dos ideais que representou e, por conseguinte, de sua estética peculiar de formalizar uma necessidade, seja ela alimentar ou de lazer. Alimentar, necessidade básica. De lazer, devido ao fato de que, mesmo nos instantes em que o ócio parece inevitável, procuramos algo para nos distanciarmos das atividades cotidianas.
Neste caso, a estética – e tudo mais que ela abarca – consegue explicar por quê Juliano e Winckelmann – cada qual em sua época e com seus motivos – desejaram resgatar as manifestações artísticas da Grécia Antiga. Eles desejaram reviver o ideal de perfeição – podemos definir como estética – que os gregos clássicos transmitiram à suas obras.
Dentro deste princípio, acredito que o que se buscava com estas manifestações artísticas era o que estava por vir. Sim, na minha imaginação limitada, os gregos desejavam imprimir o futuro em suas obras. Se com os princípios estéticos da tragédia criou-se meios para se produzir a tragédia ideal, as demais obras de arte também revelavam isso. A partir da materialização destes ideais, a realidade seria melhor, porque, a partir daí, se teria modelos, ou melhor, ideais a serem buscados.
Portanto, o que Juliano e Winckelmann – e tantos outros – desejaram foi viver este ideal a partir das imagens que eles tinham dos gregos antigos. O que eles quiseram foi usar estas imagens como exemplo imediato, acredito eu, novamente, dentro da minha imaginação limitada. Entretanto, o que eu vejo dentro destes resgates é uma tentativa antecipadamente frustrada de reviver ideais a partir de uma percepção externa pré-concebida que, por sua vez, está deslocada temporalmente. Estes resgates partem de uma idéia de vida concebida por pessoas convivendo em um espaço particular – daí as necessidades e as maneiras peculiares de solucionar tais necessidades.
A estética pressupõe o ideal, a perfeição, daí, pode-se concluir, que o ideal e a perfeição são necessidades comuns aos seres humanos, entretanto, a maneira pela qual estes ideais se materializam revela as peculiaridades estéticas de cada grupo social.
E tais resquícios, objetos de outrora, somente são fruto da necessidade daquelas pessoas; são aquilo que elas pensaram para melhorar as suas vidas e se atingir um ideal de perfeição. Eis a estética.
A estética é a interpretação do modo pelo qual se chegou a tal elemento, e de que aspectos filosóficos ele foi composto. Em resumo: os resquícios representavam a necessidade saciada – como, por exemplo, na falta de pêlos, o uso de peles de caça – e revelam, assim, a maneira peculiar pela qual cada grupo social saciava esta necessidade.
A maneira de enxergar o mundo subsiste em um único fator: precisamos sobreviver e, dentro de nossos limites, o que podemos fazer para prolongar a nossa sobrevivência? Como poderemos otimizar o que temos a nosso favor?
Assim, nascem as necessidades paralelas. Conhecer o que não está a nosso alcance e, até mesmo, entender os motivos banais por que um objeto de outrora ainda permanece. Acredito que ele permanece porque conseguimos relacioná-lo à magia tendo, por base, um fundamento legitimado. Acredito que ele permanece por conta dos ideais que representou e, por conseguinte, de sua estética peculiar de formalizar uma necessidade, seja ela alimentar ou de lazer. Alimentar, necessidade básica. De lazer, devido ao fato de que, mesmo nos instantes em que o ócio parece inevitável, procuramos algo para nos distanciarmos das atividades cotidianas.
Neste caso, a estética – e tudo mais que ela abarca – consegue explicar por quê Juliano e Winckelmann – cada qual em sua época e com seus motivos – desejaram resgatar as manifestações artísticas da Grécia Antiga. Eles desejaram reviver o ideal de perfeição – podemos definir como estética – que os gregos clássicos transmitiram à suas obras.
Dentro deste princípio, acredito que o que se buscava com estas manifestações artísticas era o que estava por vir. Sim, na minha imaginação limitada, os gregos desejavam imprimir o futuro em suas obras. Se com os princípios estéticos da tragédia criou-se meios para se produzir a tragédia ideal, as demais obras de arte também revelavam isso. A partir da materialização destes ideais, a realidade seria melhor, porque, a partir daí, se teria modelos, ou melhor, ideais a serem buscados.
Portanto, o que Juliano e Winckelmann – e tantos outros – desejaram foi viver este ideal a partir das imagens que eles tinham dos gregos antigos. O que eles quiseram foi usar estas imagens como exemplo imediato, acredito eu, novamente, dentro da minha imaginação limitada. Entretanto, o que eu vejo dentro destes resgates é uma tentativa antecipadamente frustrada de reviver ideais a partir de uma percepção externa pré-concebida que, por sua vez, está deslocada temporalmente. Estes resgates partem de uma idéia de vida concebida por pessoas convivendo em um espaço particular – daí as necessidades e as maneiras peculiares de solucionar tais necessidades.
A estética pressupõe o ideal, a perfeição, daí, pode-se concluir, que o ideal e a perfeição são necessidades comuns aos seres humanos, entretanto, a maneira pela qual estes ideais se materializam revela as peculiaridades estéticas de cada grupo social.
sabia, eu não gosto de natais? não, não gosto. em mim, não existe a comoção a que todos almejam; não existe o propósito que se busca numa data como essa.
natais me deixam com falta de ar, com a responsabilidade de sempre dizer algo de bom e desejar que a vida melhore. entretanto, como aquilo que eu desejo para o outro poderá surtir efeito se este há muito desistiu de viver a vida? este outro usa o natal para dizer a si mesmo que ainda vive - esconde as tais razões por que desistiu - e que não está sozinho.
são muitos risos de nervosismo. sessões de auto-controle. abraços efusivos ao som de "Então é natal...".
eu não consigo me lembrar de quando deixei de gostar de natais, mas tenho certeza absoluta que tem algo a ver com o "ser sempre deixada para trás..."... será?
minhas sessões de auto-análise sempre me devolveram esta questão, de que isso teria a ver com o não-gostar de natais.
me lembro, ainda, de nunca ter acreditado em papai noel - resquícios de uma educação comunista -, mas isso nunca me fez falta. pelo menos, eu sempre acreditei nisso...
natais me deixam com falta de ar, com a responsabilidade de sempre dizer algo de bom e desejar que a vida melhore. entretanto, como aquilo que eu desejo para o outro poderá surtir efeito se este há muito desistiu de viver a vida? este outro usa o natal para dizer a si mesmo que ainda vive - esconde as tais razões por que desistiu - e que não está sozinho.
são muitos risos de nervosismo. sessões de auto-controle. abraços efusivos ao som de "Então é natal...".
eu não consigo me lembrar de quando deixei de gostar de natais, mas tenho certeza absoluta que tem algo a ver com o "ser sempre deixada para trás..."... será?
minhas sessões de auto-análise sempre me devolveram esta questão, de que isso teria a ver com o não-gostar de natais.
me lembro, ainda, de nunca ter acreditado em papai noel - resquícios de uma educação comunista -, mas isso nunca me fez falta. pelo menos, eu sempre acreditei nisso...
10.23.2008
ajuda não é presencial. ajuda é querer saber, entender as razões por que se escolhe caminhos diferentes. ajuda não é padrão, não é insistir. ajuda é acolher depois do erro, aconselhar e empurrar de volta ao mundo.
família não é segredo. família não é ser um personagem. família é um dia de domingo ou uma fria tarde. família não se escolhe. família não recrimina, não balança a cabeça. família: nada está perdido. família não é aparência. família não é imposição... são abraços sempre presentes.
viver é se expor. viver é fazer. viver é se sentir parte de si. viver é correr rumo ao desconhecido e não em círculos. viver é conhecer o que se quer conhecer. viver é a festa em silêncio, o barulho da reflexão.
pelo menos, tenho vivido.
família não é segredo. família não é ser um personagem. família é um dia de domingo ou uma fria tarde. família não se escolhe. família não recrimina, não balança a cabeça. família: nada está perdido. família não é aparência. família não é imposição... são abraços sempre presentes.
viver é se expor. viver é fazer. viver é se sentir parte de si. viver é correr rumo ao desconhecido e não em círculos. viver é conhecer o que se quer conhecer. viver é a festa em silêncio, o barulho da reflexão.
pelo menos, tenho vivido.
y.#2

Uma pessoa assim não estava acostumada a ouvir a verdade de fato. Uma pessoa assim construiu uma barreira para que as pseudo-verdades e as pseudo-críticas não a atingisse. Uma pessoa assim não costuma dizer tudo na primeira vez, nem na segunda, nem na terceira... Tem medo de ser revelar e, por entre palavras, revelar que é uma aberração.
Uma pessoa assim foge daqueles que sempre têm o que dizer, daqueles que possuem um banco de dados cujos problemas convergem e são auto-solucionáveis. Fujo mesmo.
Uma pessoa assim é tão racional na medida em que sonhava encontrar alguém com que pudesse compartilhar ao menos os ideais mais óbvios.
Uma pessoa assim não aceita que digam que fulano é perfeito para ela. Desconfia na maior parte do tempo deste fulano, não daqueles que o dizem, por que quem me disse sempre teve a melhor das intenções. Por isso essa pessoa quase deixou que você passasse. Quase deixou que você também acreditasse ser impossível achar alguém que fosse nada além de um personagem.
Essa pessoa não é perfeita. Essa pessoa não se encaixava em nada do que havia sido vivenciado e, por conseguinte, fingia aceitar... afinal, a indiferença faz com que as pessoas acreditem que exista alguma importância – o maior erro? Que nada. A revelação de quem realmente desejava que eu fosse feliz.
Essa pessoa olhou para você como quem olha um holograma: o sonho materializado cuja existência dependia do quanto eu pudesse lhe encantar. Mas você não queria ser encantado. E eu, no meu nervosismo de querer que tudo ocorresse bem, quase estraguei tudo.
Essa pessoa achou que não seria possível tamanha semelhança. Achou que, em pouco tempo, as semelhanças se tornariam conflitos e a ilusão de que tudo era convergente seria banida.
Essa pessoa achou que nunca fosse capaz de cativar pelas esquisitices e peculiaridades, afinal nem todos se empolgam com mitologias e questões filosóficas. Nem todos desejam encontrar uma pessoa real.
Essa pessoa sempre desejou te carregar nos ombros – sim, eu consegui! – e levá-lo a lugares em que sempre desejou estar.
Essa pessoa olha para você querendo te proteger de si mesmo, te proteger do mundo que nunca esteve pronto para receber as nossas esquisitices.
Como uma pessoa assim consegue ser importante para a sua vida?
[risos]
Essa pessoa conseguiu se conhecer melhor por conta de seus conselhos. Essa pessoa compartilha até mesmo o silêncio. Essa pessoa está junto de você em todos os pontos inteligíveis e até mesmo na junção de nossos universos paralelos.
Essa pessoa ainda se irrita, mas já compreende que o melhor você quer que seja revelado de mim e eu retribuo com o melhor que pode ser revelado de você.
E dentro dessas melhores partes, temos compartilhamos o que realmente somos, o que transparecemos quando o nosso mundo desmorona. E não temos medo do que precisamos ser quando um precisar do outro.
Essa pessoa quer ter os ombros mais fortes que todos os dos deuses do Olimpo, para te carregar quando for preciso. Essa pessoa quer saber tudo o quanto seja possível da vida para lhe dar os melhores conselhos. Essa pessoa quer que você siga o seu caminho, ainda que, por ventura, este caminho seja melhor unicamente para você.
Essa pessoa quer encontrar o melhor lugar em seus braços para captar o tudo o quanto ainda resta saber para te deixar feliz quando está chateado.
Essa pessoa só quer que você seja feliz!
E, ainda que não exista mais nada, que não exista mais o interesse entre homem e mulher, eu vou querer que você seja feliz. Vou querer ouvir as suas idéias e peripécias dentro desta nova vida.
E, ainda que tudo se torne obscuro, que não exista mais solução... ainda que alguma interferência transmutada apareça, essa pessoa será o espectro que irá ajudar a seguir adiante... essa pessoa cujo coração há muito já havia sido sintonizado ao seu...
[no embalo: coconut skins, by damien rice]
10.22.2008
e caiu nesta página...
"pode-se depressa pensar no dia que passou. ou nos amigos que passaram e para sempre se perderam. mas é inútil esquivar-se: há o silêncio. mesmo o sofrimento pior, o da amizade perdida, é apenas fuga. pois se no começo o silêncio parece aguardar uma resposta [...] cedo se descobre que de ti ele nada exige, talvez apenas o teu silêncio. mas isto os da maçonaria sabem. quantas horas perdi na escuridão supondo que o silêncio te julga - como esperei em vão ser julgada por deus. surgem as justificações, trágicas, justificações forjadas, humildes desculpas até à indignidade. tão suave é para o ser humano enfim mostrar a sua indignidade e ser perdoado com a justificativa de que se é um ser humano humilhado de nascença[...]."
LISPECTOR, C. "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres"
LISPECTOR, C. "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres"
a realidade é óbvia

E nada é muito complexo. Complexo somente é para aqueles que somente reclamam e nada fazem; para aquele que nunca está feliz consigo mesmo.
E nada precisa ser tão racional. Ser racional a todo momento nos torna analíticos demais, pessimistas demais: somos muito jovens para achar que o sonho acabou – acabou sim, mas isso há mais de 30 anos com os Beatles... e nem éramos nascidos. Por isso que é nostálgico.
Já reparaste que nos sentimos nostálgicos, mas não sabemos definir o por quê? Basta que fiquemos a madrugada inteira ouvindo os hits que faziam a cabeça de nossos pais, assistindo aos desenhos que, outrora, nos faziam rir... olhando as fotos antigas onde, por mais paradoxal que seja, nos vemos e vemos os outros felizes. Exceto pelo fato de quando vemos pessoas que já se foram e que não tivemos algum contato...
E nada é muito complexo, posto que a realidade é óbvia. Uns se vão, outros vêm... outros permanecem... os demais são inquietos.
Tenho sido um tanto racional... envelhecimento precoce e acelerado durante os últimos quatro meses.
Às vezes me dá vontade de tantas coisas, quantas coisas que eu mesma nem sei. E essas vontades esvaziam a minha mente e eu vou me mergulhando na ignorância, porque não consigo pensar em nada. O tempo urge.
Às vezes ninguém se importa. Acho que taquei um pedregulho na cruz, chamei Zeus de viado e o profeta Maomé de maluco... e o Dalai Lama de preguiçoso... só podem ser essas coisas juntas... que mal foi esse que eu fiz?
E nada é muito complexo. As coisas são conseqüências e causas ao mesmo tempo, depende do seu ponto de vista. Eu posso ser tudo o que eu quero ser, não existe impedimento... as dificuldades é que permitirão que eu continue ou desista.
Eu posso ser tudo o que eu quero dentro da realidade apresentada. Olhar para o que parece complexo e tentar adaptar esta “complexidade” ao seu ideal de vida.
É por isso que nos sentimos nostálgicos, porque fizemos tudo o quanto podemos e, por ventura, não continuamos. Porque somos o ideal de nossos pais, tudo aquilo que eles não puderam ser – que o destino me livre de jogar esta responsabilidade em alguém. Porque quando somos crianças os nossos sonhos estão muito próximos e podem ser satisfeitos com uma ida ao parque, um episódio do Snoopy ou da Pantera Cor-de-Rosa, e muitas guloseimas...
10.15.2008
Já sentiste des-parte?
Des-parte é nunca poder fazer parte de algo cujo sentimento, a que se liga a esta coisa, é indiferente. Des-parte pode ser, também, aquilo por que se quer partir, sair do lugar. Des-parte pode ser, ainda, o ato contrário de partir, quebrar... como numa tentativa de colar uma forma que é peculiar àquele que remonta.
Des-parte é um espirro a plenos pulmões. Um espirro de quem não se preocupa com etiquetas ou que não quer ser delicado.
Des-parte é o coração batendo minutos antes de pular para dentro do vagão do trem que está quase partindo – “nossa, eu consegui!”
Des-parte: “desta parte eu desconvoco aquela que nunca deveria ter sido convocada. Aquela que já nasceu com a vida nas mãos. E fim de trato.”
Des-parte é um espirro a plenos pulmões. Um espirro de quem não se preocupa com etiquetas ou que não quer ser delicado.
Des-parte é o coração batendo minutos antes de pular para dentro do vagão do trem que está quase partindo – “nossa, eu consegui!”
Des-parte: “desta parte eu desconvoco aquela que nunca deveria ter sido convocada. Aquela que já nasceu com a vida nas mãos. E fim de trato.”
Whenever I picture myself far away, I feel like I have butterflies in my stomach. That sign means that is a good feeling.
Whenever I slide away from this place, I feel like I got some future – free, at last.
Whenever I try to shot my head, I feel like there is no reason why – I’m acting like a silly person.
Whenever I take a look around, I see frames all over and I see myself out of all of them…
Whenever I slide away from this place, I feel like I got some future – free, at last.
Whenever I try to shot my head, I feel like there is no reason why – I’m acting like a silly person.
Whenever I take a look around, I see frames all over and I see myself out of all of them…
10.13.2008
devorada por formigas
a esta hora: uma banda da bunda está com um calombo inusitado. as formigas me devoram. estou com medo de acordar amanhã com a bochecha inchada de novo. me disseram que o melhor antídoto provém do veneno. engraçado, tenho acreditado nisso piamente: o melhor antídoto provém do veneno - original.
a esta altura: uns mosquitinhos zoam em meus ouvidos. irritante é pouco, mas pelo menos é uma forma deles mostrarem que existem, pelo menos pros seus pares, já que flutuam de um lado para o outro. o barulho só existe para nós, que não somos parte. para quem se entende, é apenas sinfonia.
a esta altura: a baba foge. falo da maneira mais chiada do que de costume. chia-se mais do que se realmente quer ouvir. silencio... é melhor.
a esta altura: o futuro acontece e vejo que realmente não dependo mais. imagens existem para quem quer se manter. eu quero prosseguir.
a esta altura: planos coletivos, a fim de segurar o que se esvai... o que nunca se teve. de cima para baixo, do contrário para o avesso: paradoxais ambulantes... devorada por formigas...
o melhor antídoto é o próprio veneno.
a esta altura: uns mosquitinhos zoam em meus ouvidos. irritante é pouco, mas pelo menos é uma forma deles mostrarem que existem, pelo menos pros seus pares, já que flutuam de um lado para o outro. o barulho só existe para nós, que não somos parte. para quem se entende, é apenas sinfonia.
a esta altura: a baba foge. falo da maneira mais chiada do que de costume. chia-se mais do que se realmente quer ouvir. silencio... é melhor.
a esta altura: o futuro acontece e vejo que realmente não dependo mais. imagens existem para quem quer se manter. eu quero prosseguir.
a esta altura: planos coletivos, a fim de segurar o que se esvai... o que nunca se teve. de cima para baixo, do contrário para o avesso: paradoxais ambulantes... devorada por formigas...
o melhor antídoto é o próprio veneno.
10.08.2008
Questões filosóficas em orbitais de pouca obviedade
Lutei contra tudo e todos que me diziam que eu deveria seguir a Filosofia. A razão para a luta era – e continua sendo – a que, a meu ver, para ser filósofo, é preciso ter uma grande idéia; é preciso conhecer a si mesmo ao ponto de entender o pensamento humano.
... Mas, aí é que reside a grande questão: aquilo era escrever sobre obviedades, nenhuma grande idéia brotaria dali, afinal tenho tentado há muito conhecer a mim mesma.
O meu primeiro contato com um grande filósofo aconteceu quando eu tinha uns 16 anos, em uma aula de Literatura. Quando meu professor me disse que as grandes idéias acerca da Antiguidade provinham dele, eu tive que “conhecê-lo”. O cara em questão era Aristóteles. Confesso que não tive muita paciência nesta leitura. E, confesso mais, não entendi muita coisa – comecei a me achar burra, burra demais (Ô Cride, fala pra mãe...). Porém, como eu adorava mitologia grega (e ainda adoro), achei que precisava encorpar mais o meu intelecto antes de me atrever a ler Aristóteles novamente – depois, um novo contato com o tio Aristóteles aconteceu na faculdade: inteligível apenas se nos transformarmos em gregos clássicos...
Voltando a querela filosófica...
Eu nunca tive uma grande idéia. Aliás, tenho penado bastante para que a minha incursão pelo universo filosófico não seja em vão.
Sim, às vezes tenho algumas idéias, mas elas são tão absurdas que não têm parâmetros em que eu possa fundamentar a minha tese... Não sei se acho isso bom ou ruim.
Longe de mim querer ser filósofa. Além dos aspectos orbitais, em que surgem apenas interpretações, resenhas e, no mais, re-interpretações sobre um dado assunto, ainda tem o fato de que se é para se fazer algo que seja realmente algo – para mim. (resultado de uma breve análise sobre a atualidade: círculos, órbitas, interpretações acerca do espirro... hmmm, boa questão.)
Que seja o óbvio, mas que este óbvio se encontre em alguns escritos – por favor – para que eu legitime as minhas indagações sobre obviedades...
E segue a programação normal.
... Mas, aí é que reside a grande questão: aquilo era escrever sobre obviedades, nenhuma grande idéia brotaria dali, afinal tenho tentado há muito conhecer a mim mesma.
O meu primeiro contato com um grande filósofo aconteceu quando eu tinha uns 16 anos, em uma aula de Literatura. Quando meu professor me disse que as grandes idéias acerca da Antiguidade provinham dele, eu tive que “conhecê-lo”. O cara em questão era Aristóteles. Confesso que não tive muita paciência nesta leitura. E, confesso mais, não entendi muita coisa – comecei a me achar burra, burra demais (Ô Cride, fala pra mãe...). Porém, como eu adorava mitologia grega (e ainda adoro), achei que precisava encorpar mais o meu intelecto antes de me atrever a ler Aristóteles novamente – depois, um novo contato com o tio Aristóteles aconteceu na faculdade: inteligível apenas se nos transformarmos em gregos clássicos...
Voltando a querela filosófica...
Eu nunca tive uma grande idéia. Aliás, tenho penado bastante para que a minha incursão pelo universo filosófico não seja em vão.
Sim, às vezes tenho algumas idéias, mas elas são tão absurdas que não têm parâmetros em que eu possa fundamentar a minha tese... Não sei se acho isso bom ou ruim.
Longe de mim querer ser filósofa. Além dos aspectos orbitais, em que surgem apenas interpretações, resenhas e, no mais, re-interpretações sobre um dado assunto, ainda tem o fato de que se é para se fazer algo que seja realmente algo – para mim. (resultado de uma breve análise sobre a atualidade: círculos, órbitas, interpretações acerca do espirro... hmmm, boa questão.)
Que seja o óbvio, mas que este óbvio se encontre em alguns escritos – por favor – para que eu legitime as minhas indagações sobre obviedades...
E segue a programação normal.
10.07.2008
hoje: cansada e enjoada
"Seja como for, o vocábulo livre siginifica o que não é necessário sob relação alguma, o que independe de toda razão suficiente. Pudesse semelhante atributo convir à vontade humana, indicaria isso que uma vontade individual, nas suas manifestações externas, não é determinada por nenhum motivo nem por razões de qualquer espécie, dado que, em caso contrário, a conseqüência resultante de determinada razão, seja essa da espécie que for, intervindo sempre segundo uma lei de necessidade absoluta, os seus atos não seriam livres mas sim constrangidos por necessidade."
SCHOPENHAUER, A.
"O Livre Arbítrio"
(p. 159)
SCHOPENHAUER, A.
"O Livre Arbítrio"
(p. 159)
10.06.2008
.o silêncio é meu.
O silêncio incomoda a quem não o presencia. O silêncio não diz nada para aqueles que não o subentendem. O silêncio é frescura para quem prefere ignorar os conflitos; o silêncio é muito bom para quem quer viver a fantasia.
Entretanto, a fantasia é boa quando é compartilhada. Entretanto, o silêncio é ouro para quem guarda o melhor momento para que se possa revelar.
O silêncio é mentira para quem não sabe concordar. O silêncio é verdade para quem entende o olhar de quem permanece em silêncio – não se é pedido para concordar, mas para compreender que aquilo é reação interiorizada prevendo o crescimento.
Entretanto, crescimento para trás não existe. Entretanto, interiorizar a dor é burrice.
O silêncio é ambigüidade: para quem existe é tudo, para quem vive (personagens) significa nada. O silêncio é cor para quem fundamenta suas razões com base em fatos reais. O silêncio é o p&b distorcido para quem não quer se prender.
Entretanto, presa é aquele que considera-se parte de algo a que remeta representação. Entretanto, p&b pode ser o colorido por que muita gente esperava.
O silêncio é a parte ignorada. O silêncio constrói os mitos em cima de mortais. O silêncio é concordata de trusts petrolíferos – aquilo que todos previram, mas que nunca deve chegar. O silêncio é o nunca poder correr em sonhos.
Entretanto, a corrida gera fadiga para quem não treina. Entretanto, os sonhos são tudo aquilo que podemos alcançar enquanto pessoas reais.
O silêncio é a realidade. O silêncio é a representação não representada: uma maneira de entrar no quadro sem adaptar-se à moldura. O silêncio é a amizade de cúmplices no olhar. O silêncio é a ajuda que poucos sabem dar. O silêncio é esquecido.
Entretanto, o esquecer é porque houve de lembra-se um dia. Entretanto, o esquecer pode ser o incômodo de nunca levantar-se: o problema já não é mais aquele, mas julgar-se incapaz...
O silêncio é meu.
Entretanto, a fantasia é boa quando é compartilhada. Entretanto, o silêncio é ouro para quem guarda o melhor momento para que se possa revelar.
O silêncio é mentira para quem não sabe concordar. O silêncio é verdade para quem entende o olhar de quem permanece em silêncio – não se é pedido para concordar, mas para compreender que aquilo é reação interiorizada prevendo o crescimento.
Entretanto, crescimento para trás não existe. Entretanto, interiorizar a dor é burrice.
O silêncio é ambigüidade: para quem existe é tudo, para quem vive (personagens) significa nada. O silêncio é cor para quem fundamenta suas razões com base em fatos reais. O silêncio é o p&b distorcido para quem não quer se prender.
Entretanto, presa é aquele que considera-se parte de algo a que remeta representação. Entretanto, p&b pode ser o colorido por que muita gente esperava.
O silêncio é a parte ignorada. O silêncio constrói os mitos em cima de mortais. O silêncio é concordata de trusts petrolíferos – aquilo que todos previram, mas que nunca deve chegar. O silêncio é o nunca poder correr em sonhos.
Entretanto, a corrida gera fadiga para quem não treina. Entretanto, os sonhos são tudo aquilo que podemos alcançar enquanto pessoas reais.
O silêncio é a realidade. O silêncio é a representação não representada: uma maneira de entrar no quadro sem adaptar-se à moldura. O silêncio é a amizade de cúmplices no olhar. O silêncio é a ajuda que poucos sabem dar. O silêncio é esquecido.
Entretanto, o esquecer é porque houve de lembra-se um dia. Entretanto, o esquecer pode ser o incômodo de nunca levantar-se: o problema já não é mais aquele, mas julgar-se incapaz...
O silêncio é meu.
10.05.2008
Por que me incomodar? Você nasceu com o pior sentimento que um ser humano pode ter. nem com os seus consegue estabelecer algo de bom. Nem com os seus consegue se restabelecer...
Por que eu realmente me incomodei? Coisa inexplicável, porque os mundos são separados por uma montanha intransponível – falei tal como uma pseudo-intelectual.
Por que realmente achar que a sua presença mudará algo?
Por que realmente se importar com um ser que tem o pior sentimento do mundo, aquele que não move à evolução, mas o faz viver uma vida que não é a sua.
O que seria isso?
Sim. Viver achando sempre estar a esparzir a palha enquanto os outros conseguem a grama. Achar-se sempre o lutador que não consegue vencer nada. Achar-se sempre maior do que realmente seus pés podem suportar.
É daí que vem o “me importar”. Importar-me com algo que anda em círculos e que não forma reflexos; aliás, os reflexos paradigmáticos são aqueles que provêm dos que estão próximos, dos que sempre conseguem; dos que deram sorte – esta é a definição mais inteligível por ora.
Por que eu realmente me incomodei? Coisa inexplicável, porque os mundos são separados por uma montanha intransponível – falei tal como uma pseudo-intelectual.
Por que realmente achar que a sua presença mudará algo?
Por que realmente se importar com um ser que tem o pior sentimento do mundo, aquele que não move à evolução, mas o faz viver uma vida que não é a sua.
O que seria isso?
Sim. Viver achando sempre estar a esparzir a palha enquanto os outros conseguem a grama. Achar-se sempre o lutador que não consegue vencer nada. Achar-se sempre maior do que realmente seus pés podem suportar.
É daí que vem o “me importar”. Importar-me com algo que anda em círculos e que não forma reflexos; aliás, os reflexos paradigmáticos são aqueles que provêm dos que estão próximos, dos que sempre conseguem; dos que deram sorte – esta é a definição mais inteligível por ora.
10.02.2008
No parallel universes
I heard that parallel universes exist, so what is all gonna be?
What is all gonna be?
What if no one could tell
What if you not try to spell
No one would ever believe…
I heard you might live all your dreams
In that place you meant to be
Your real home
Your real home
I heard there is no
Shut down memories
There is no complain
On low batteries
Only if you wake up
Do not wake up.
I heard is all about kiss and tell
And everybody else
Is living a lie
To be satisfied
Maybe I could be that one
Maybe there is nothing
To be done
And all got wrong
It seems is all about that
I heard you can’t figure
What you bet
No parallel universes
No parallel universes…
What is all gonna be?
What if no one could tell
What if you not try to spell
No one would ever believe…
I heard you might live all your dreams
In that place you meant to be
Your real home
Your real home
I heard there is no
Shut down memories
There is no complain
On low batteries
Only if you wake up
Do not wake up.
I heard is all about kiss and tell
And everybody else
Is living a lie
To be satisfied
Maybe I could be that one
Maybe there is nothing
To be done
And all got wrong
It seems is all about that
I heard you can’t figure
What you bet
No parallel universes
No parallel universes…
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