Quando você tenta entender o outro, ou você perde o foco ou o outro poderá visualizar-se no que se passa para ele mesmo.
Compreender e entender, ao meu modo, são coisas diferentes. Você compreende quando o outro vai buscar a sua vida, embora não entenda as razões de ele ter feito isso repentinamente.
Você perde o foco quando passa a visualizar a situação sob a ótica do outro, sob as razões – pseudo-interpretadas -, das coisas apresentarem-se em certo contexto para o outro. A perda do foco se situa justamente quando você submete os seus desejos ao impulso de entender. Sim, é um impulso, porque toda a situação, se analisada friamente, lhe levará a não buscar nenhum entendimento.
Compreender não é mais fácil, entretanto. Compreender significa estar em um elevado grau de auto-conhecimento que, por conseguinte, lhe permite ceder a sua parte e entender a seu modo que o outro tem suas questões e um histórico bastante díspar do seu.
Compreender significa abstrair-se da crítica, da hipocrisia de achar-se tão importante para o seu pseudo-mundo que, em decorrência disso, lhe confere o direito de dizer que não é certo isso; que aquilo basta.
Entender caminha quase que lado a lado do não-entendimento. Isso no que concerne o seu entendimento com relação às atitudes do outro. Você quer entender, às vezes se convence de que entendeu, mas o máximo que obtém é a idéia de que isso foi possível...
8.31.2008
8.26.2008
it's been raining only on me
]olhei o seu e me deu vontade de escrever[
o vento corre em uma direção única, para onde leva a chuva e, esta, insiste em ir na minha direção. um instante que uma colher caia basta. basta para mentalizar que a imensidão que está dentro de mim é disléxica e analfabeta; tudo ao mesmo tempo.
de repente, um breve comentário se torna motivo para raiva. raiva por não conseguir captar o óbvio que, outrora, sempre captei. raiva por não conseguir ser inteligível por entre fórmulas ou insights cujo brotamento vem a partir do óbvio.
não sou de dizer: "ah, não fez por mal", até porque tudo tem alguma intenção. ainda que esta esteja implícita para o autor da ação...
a tal da fase volumétrica, com exaustores e áreas medidas por integrais, não parece se dissipar. e tudo tenho achado deveras complexo e muito distante da minha complexidade idiota.
"ah, não fez por mal"
pois bem, a tal fase é incompreensível. e, ainda que se peça para abstraí-la, volta e meia ela retorna.
a vontade é isolar-se, para ver se as palavras realmente importam. para ver se um universo paralelo será interessante.
tenho me encontrado por entre manilhas de pensamento - sim, iguais aquelas que levam os nossos despojos naturais. tenho me achado um nada sintetizado em infinitos zeros à esquerda. a coisa mais estranha do universo e de seus paralelos. ah, e a mais incapaz de mostrar algo interessante.
e quem disse que o mundo é cruel?
o vento corre em uma direção única, para onde leva a chuva e, esta, insiste em ir na minha direção. um instante que uma colher caia basta. basta para mentalizar que a imensidão que está dentro de mim é disléxica e analfabeta; tudo ao mesmo tempo.
de repente, um breve comentário se torna motivo para raiva. raiva por não conseguir captar o óbvio que, outrora, sempre captei. raiva por não conseguir ser inteligível por entre fórmulas ou insights cujo brotamento vem a partir do óbvio.
não sou de dizer: "ah, não fez por mal", até porque tudo tem alguma intenção. ainda que esta esteja implícita para o autor da ação...
a tal da fase volumétrica, com exaustores e áreas medidas por integrais, não parece se dissipar. e tudo tenho achado deveras complexo e muito distante da minha complexidade idiota.
"ah, não fez por mal"
pois bem, a tal fase é incompreensível. e, ainda que se peça para abstraí-la, volta e meia ela retorna.
a vontade é isolar-se, para ver se as palavras realmente importam. para ver se um universo paralelo será interessante.
tenho me encontrado por entre manilhas de pensamento - sim, iguais aquelas que levam os nossos despojos naturais. tenho me achado um nada sintetizado em infinitos zeros à esquerda. a coisa mais estranha do universo e de seus paralelos. ah, e a mais incapaz de mostrar algo interessante.
e quem disse que o mundo é cruel?
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