3.27.2007

ergulho... se

"Do que eu preciso, eu não imaginava. Ou era o que eu menos imaginava.
Ou o que eu queria mais. Ou o que eu evitava descobrir"
ELA - entrevista exclusiva concedida a EU

A todo momento, alguém precisa de ELA, dos conselhos de ELA, dos
ouvidos de ELA, dos ombros de ELA... dos abraços e sorrisos de ELA.
A todo momento, ELA tenta mergulhar nELA mesma, descobrir o que tem
dentro, mas a OUTRA a impede (como?). Se torna fraca.
Aí, quando ELA acha que está tudo bem, num momento de felicidade plena,
ELA não se acha digna de estar assim. Ou melhor, a OUTRA diz que é tudo
ilusão, que todos vão, mais dias ou menos dias, dar um chute na bunda
de ELA.
A OUTRA não A acha capaz. Por conseguinte, ELA não se acha capaz.
Contudo, ELA é uma espécie de guru, a quem todos recorrem quando
precisam de repostas, de luzes onde só existem trevas - talvez, por isso, o
instinto de ELA de ajudar sempre atrapalhe, porque nem sempre precisam
de sua ajuda; é porque ELA quer ver aqueles que ama felizes e bem.
Apesar disso, uma sombra está sempre por trás de ELA, posto que ELA
está sempre prestes a desmoronar.
Apesar de duas décadas de intensa convivência, a OUTRA não conhece ELA,
ou ignora este fato, ou conhece ELA por demais. No entanto, qualquer
que seja a opção, como desconfiar se você não conhece, ignora ou conhece
em demasia? Colocando assim, percebo que este fato é salutar: quando
você não conhece é justo não confiar, afinal você não conhece a fundo o
indivíduo. Ignorar o fato de conhecer pode ser pelo fato de já ter tido
mostras o suficiente para não confiar. E o último, fato legitimador.
Considero que ela não tenha um paradigma consistente a seguir, visto
que a OUTRA supõe que ELA saiba todas as respostas. Todavia, o que ELA
quer é ser ouvida, pelo menos uma vez... ELA está se engasgando com seu
próprio eu.
ELA se encontra depressiva, porque a OUTRA e a OUTRA1 acham que ELA
esconde algo muito grave - afinal, foram muitos quilos embora em menos de
um mês. Lógico que ELA esconde, porque ninguém dá espaço, mesmo que se
grite bem alto, para ELA dizer o que pensa. A OUTRA e a OUTRA1
construíram uma imagem bem decadente do que ELA seja, e o mais incrível é que
ELA enxerga esta imagem; parece que só existe um reflexo ou estariam os
espelhos errados?
O OUTRO quer ouvir ELA, mas o muro que a OUTRA construiu entre o OUTRO
e ELA permite muito pouco o estabelecimento de um canal de comunicação.

Intervalo

Não espere que alguém vá ficar feliz com as suas conquistas, afinal
elas são só suas. Por isso, por mais tenebrosa que seja a antevisão dessa
sua conquista, a veja bela no final. Isso é mais ou menos como o lance
da dor: se você visualizar o pós-processo causador da dor - alívio -
você nem vai perceber como foi punk estar ali.

bem amigos, voltamos ao relato de ELA pelos olhos de EU


E ELA leva choques dELA mesma, por estar desvendando seus mistérios. E
ELA vai buscando respostas em outros tópicos, por que mais do mesmo só
mantém o ciclo viciante que é estar em depressão. E ELA chora por achar
que ELE a acha desinteressante, ou que, com o tempo, ELE vai perder o
interesse por ELA - e quem pode prever? A vida tem dessas coisas; Mais
outro aprendizado -, mas sorri pelos momentos que teve ao lado de ELE:
vários longas-metragem dos mais variados estilos - coisa que ELA nem
imaginava existir ou que ELA poderia imaginar sentir.
E ELA está aprendendo com as possibilidades.
A OUTRA teme, porque acha ELA inocente demais para este mundo cruel -
Oh!.. Mas, ELA aprendeu com as decepções, as escolhas erradas, as quedas
de penhascos intransponíveis - coisa que a OUTRA ignorou quando ELA
quis lhe falar. ELA sabe que a vida não é um docinho de leite.

E ELA saboreia a vida como se fosse uma torrada mal besuntada com
geléia de amora: no início é seco e até machuca... mas ela não desiste e
alcança.
Filosofia barata para uma vida cara

ELA diz usar algumas canções como inspiração para encarar as
possibilidades. São elas:

"That's the way this wheel keeps working now"
(Wheel, John Mayer)

"You don't throw your life away going inside"
(Going Inside, JOhn Frusciante)

"All I ever wanted was love, peace and harmony"
(The Letter, Macy Gray)

"All my life I try to make a better way"
(Rockin' Chair, Oasis)

"Não me deixe só, eu tenho medo do escuro, dos fantasmas da minha voz"
(Não me deixe só, Vanessa da Mata)

"Mais vale meu pranto que esse canto em solidão"
(Casa Pré-Fabricada, Los Hermanos)

"Can somebody tell me nwo am I alone with this
This little pill in my hand and with this secret kiss"
(Damien Rice & Tori Amos, The Power of Orange Knickers)

3.22.2007

debaixo da árvore

lá estava eu, desamparada por todas... mais de quatro horas de espera... o sono já me incomodava desde antes de acordar. Como diz a música, já acordo deitada. Não sei o que acontece. A sensação que eu tenho é a de que quanto mais horas passo tentando dormir, mais sono eu tenho. [pessoas incovenientes tentam decifrar os meus escritos... vizinhos serão sempre vizinhos: a inconveniência uma hora despertará a sua alma]...
corri para o meu refúgio, quando tenho que esperar sob estas condições. fui para a biblioteca, pegar uns passatempos e fitar o mar que emoldura os fundos dela...
quem disse que eu consegui? thomas more parecia interessante na sua utopia citadina, assim como Jane Austen, com os seus relatos sobre alguém cuja aparência física e dos bens materiais soa mais importante que tudo.
Abri a minha mais que precisa garrafinha de água de piscina. Comecei a ler. As costas me doíam. Deitei. O frescor do vento era maravilhoso, mas insistia em jogar nos meus olhos fragmentos de árvore - a natureza invade meu ser. Coloquei meu disfarce, meus óculos escuros que cobrem todo meu rosto. Salvação! podia ver os bichinhos procriando nas árvores, as folhinhas balançando, os galhos caindo...lindo lindo! Tudo para tirar a minha atenção dos livros... ops!
Deitei de novo. Minhas pálpebras não agüentaram. Insistiam em fechar invonlutariamente. Não aguentei. Dormir de sonhar com o sol me abraçando e o mar me acomodando. Sonhei com direito a chuva de boca - a famosa babinha.
Acordei com as formigas tentando me carregar para outro lugar, pois que eu atrapalhava o seu percurso. Elas estavam quase me levando, mas eram poucas e, comparando o meu tamanho com o delas, seria impossível disso acontecer. Daí, elas partiram para violência física! Me massacraram com ácido fórmico umas trocentas vezes, que, por alguns segundos me senti dormente... Ai, que delícia me sentir dormente! ai...

acordei com um zumbido no meu ouvido. Acordei? Já estava acordada... cochilava e, depois do zumbido, e porque havia visto um besouro gigantesco, fiquei com medo dele me carregar pra cima da árvore e, aí, como eu desceria depois?!

acordei, também, com uma musiquinha beeeem brega.... uma mistura evangélica com baile da 3a. idade... argh!
fiquei uns minutos me recompondo... cheia de irritações das nossas queridas formiguinhas... violentas!

acordei diante daquele mar... lindo!
só me lembrava de você...

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um paradoxo de sanidade e loucura