6.30.2007

surrupiaram-me algo...

inércia fora de ação

semi
aprender, sempre.

conseguir.

6.27.2007

incrementando o velho ditado...

quem filosofa o passado é museu

por que o marxismo ainda rende textos belissímos, sintaticamente falando, se, hoje, é parte apenas de um marco histórico? (meu avô deve estar rolando no túmulo, decepcionado com o que acabei de escrever...)
"O sonho acabou!!!!"
devem ser como as viúvas dos Beatles... se bem que eu sou uma viúva dos beatles, mas consciente de que, talvez, àquela altura do lesco-relesco, o que estivesse por vir não me transformasse em uma viúva completa... seria uma primeira ou segunda viúva... tipo como eu sou com Rolling Stones (60-70) rs


... bury your usual words and renew your thoughts... that's a matter of fact

em uma de nossas conversas...

uma coisa é argumentar de maneira enfática. diferentemente é insistir na causa sem argumentar.
apresentar as causas, os credos, afirmativas, fanaticamente - e o fanatismo é cego -, sobre determinadas questões, acaba por legitimar a sua pouca fé no que você mesmo diz.
portanto, à medida que só dizem que o espaço em que vivemos é plural, na verdade se legitima o oposto; na verdade os privilegiados, contextualmente falando, sempre existirão.
por isso que me cansa ler sobre a construção idealística da diversidade... cansa mesmo...

soft milk

it's not even that easy to believe in my own written matters... that's why i keep on writing for, further, i could remind and comfort myself with my own words...

that's the point: one must believe in things oneself said and written, because that might dig a place in this space...



it's swallowed quite alike soft milk...

6.25.2007

cabe...

cabe em uma caixa é lembrança, sempre. guardado está; é uma coisa que se sente. cabe em uma caixa, formaliza linhas outrora disformes. se coube, sem aparos, parte da memória encaminha-se para ser.cabe em uma caixa é porque se guarda longe, em uma prateleira de memórias velhas - memórias novas também existem antes mesmo de se concretizarem.se couberem perfeitamente em uma caixa, é porque melhor terá sido...
se houvesse opção melhor, preferiria caber em um cobertor cujas formas amplas não limitassem meus pés inquietos.
a mudança é iminente e se posiciona e o que me acomete agora é um estado de não-alegria necessária... acho que eu sempre tenho sido o que sou...

momentos de tangerina.

6.11.2007






meu coração se revela em meus olhos...


meu sorriso, complemento.


minha alegria, silêncio em movimento...



seu olhar, acalento.

suas palavras, sábias, necessárias: avivamento!


você, enquanto sonho, um alento.

enquanto realidade: meu complemento....



somos a noz, em formato de coração.

somos nós.

movimentos...

Das ondas se desenrolam
O que nunca permiti.
Das espumas se revelam
A desforma de que nasci.


Em descrições inexatas,
Paradoxais sentenças,
Muito que se diga,
Mas evita “do Olimpo, eu desci”.

Em movimentos paralelos
Relatividades exatas
Momentos complexos,
Descreva a mim:

O que és diante dos olhos
É o que tenta descobrir.

E meus cabelos que seguem
As ondas do mar
Ricocheteiam em espumas
Que as teimo negar.

A tal ponto, aquele que posso seguir.
Indiscreto, senhor, o que vê
És a medida exata
Que pode ter de mim.

Inexata em movimentos e pensamentos,
Paradoxal em momentos,
Antecipando sentimentos:

Eis porquê privilegiado
É a quem mostro.

Meus cabelos seguem
Movimentos involuntários.
Meu rosto espelho
De uma questão
Por deveras indagada
E demasiada equivocada.

Meus cabelos seguem
Ondas e interferências.
Meu rosto espelho
De longas existências
Por deveras indagadasE demasiada equivocada.
quando era grande e o mundo pequeno demais, eu costumava a cantar, sem eco, qual em um filme de godard. quando o mundo me era muito, aceitei o convite da minha amiga ostra, e fui passar uma temporada de pérola. quando o muito não me saciava, buscava, em outras alternativas, o que o muito não me concedia: acuidade. graças aos universos paralelos, encontrei-me e, dadaísta que sou, fiz de mim uma colage aleatória. até que, olhando assim, dependendo da luz, não sou um monstro. estou mais para uma transformista.
e liberem as purpurinas, por favor!

6.07.2007

nossa, como você consegue me perceber...




... até nas minhas explicações pouco úteis, até na sua pouca paciência diante da minha voz miúda ao aparelho de graham bell...




... me dá vontade de dançar sobre nuvens...


... me dá vontade de cantar as cores e números - se bem que a música é pura matemática...




...estar dentro do teu olhar... me ilumina...



...e sorrir... sorrir no silêncio, dentro de mim e saltar dos meus olhos essa alegria...




... quem mandou fazer o meu coração bater mais forte e meus olhos sorrirem ao te ver?


...te quiero!

dor de estômago - cerébro atrofiado

e tudo se torna muito óbvio quando você mergulha na sua própria verdade. tudo de torna círculo e, no mais, arde na fogueira das vaidades.
o GRANDE livro se torna grande em extensão, apenas. acho que esse é o rumo que eu supunha que pudesse dar: eu mesma remoendo a utopia que é escrever.
pensar é grande para poucos. para a intensa maioria, se torna um prazer em se rebuscar palavras; sinonímia ininteligível.
o inteligente é se expressar em poucas palavras e não rodear-se de louros e alegorias para dizer que o amor é sublime ou qualquer coisa que é singelo para quem o sente ou vê com clareza.

amo as palavras, coordenadas, ordenadas de acordo com a minha vontade. dizer, pra mim, ainda é por deveras complexo - as minhas coordenadas internas não estão em sintonia com a minha voz.

[e você entende o que eu quero dizer?]

isso tudo para dizer que os ditos clássicos, aqueles que sobrevivem aos séculos, são aqueles que mergulham no simples - salvas as devidas peculiaridades do discurso.

o ser humano é o mesmo; o ambiente que se modificou, mas as suas ambições permanecem as mesmas. e, como nietzsche disse, seu objetivo final é o de se tornar o superhomem, O homem...

6.05.2007

À Criatividade...

Não querem que sejamos criativos, já que se busca cercear os nossos rompantes inventivos de todas as maneiras... Desejam que busquemos o diferencial, "o diferencial a partir": nunca será um diferencial, mas uma make-up kitsch que nos reserva um mínimo de caráter autoral. Desvincule-se: é a meta a se buscar.



"Queria se feia, assim seria mais interessante para mim mesma" -> essa é a frase: o novo é geralmente feio, com poucos atrativos - sem referenciais. Se bem que, atualmente, se busque o novo...

"Vale mais viver no provisório que no definitivo"*

... e viver para sempre com essa inquietação do que é indefinido?


Se bem que, enquanto estamos improvisando, vivemos o tempo presente. Nos acomodamos conforme o que se passa e com a nossa capacidade inventiva de viver esse tempo. Assim que começamos a formular o nosso futuro, e descobrimos não caber dentro dele, vivemos em função da nossa incapacidade face ao futuro que pretendemos traçar para nós. No entanto, alguém nos disse, é a expectativa no futuro que no motiva no presente - e a falta dela que nos estagna. Portanto, se o caminho rumo a seu futuro passa por nebulosas e tende a um buraco negro, "não se desespere"!

Mas, isso não seria viver no provisório - mais alegre?
Mais uma vez, falta-me o ar...




* BACHELARD, G. p.58, in A Poética do Espaço.

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um paradoxo de sanidade e loucura