12.17.2007

There are people

[one more for the series]

There are people that don't seem to be living, because they can only see what they picture.
There are people that wasn't born blind by nature, but they blind themselves believing that the truth can't pass their boundaries.

There are people that have been made by lies. They'd rather be behind the shadows of their past were grown.
I just don't know how people can be like that. I don't seem to fit this canvas.

There are people that - maybe, unconciously - put down a life only for being selfish. Only for being some kind of monster...

I don't wanna write down anymore... at least for tonight...

12.16.2007

What would happen to you if anybody paint a picture of you?
What would happen to your life if you got some strings attached at your arms?
I would believe that those people don't like me at all
I would believe that those people are very busy to see how the things are.

What would happen to you if you had the best behaviour in the whole world, but, even though, you were for them nothing but trash?
what would happen to you if the only people who you must rely on back off away every time you need?

I would shot a bullet at the sky, no matter what comes next.
I would sleep a lifetime, even though I'll never rest.

What would happen to you if, from now on, those people say you're luck?
What would happen to you if those people wish you never disappoint them?

I would say: "What kind of fuck disappointment are that?"
I would ignore every word that could be spoken among then

Is there any doubt that could solve this?
Is there enough time for you could fix this?
is there any picture for you could replace me?

I'm not a puppet. I'm not raised as well. I'm not a plant to decorate some kind of memories. I'm not that one you wished I was; I'm better.

In this special case, those people never tried to get closer. Not everyone was gifted.
I stay looking inside something I never believed, because I'm quite away from that painted reality...

I was always a runaway. However, I'm not weak. I'm running away from painted pictures.

They've denied the right to discuss. they've denied the right to live. they've denied the right to be awake. but, they never can deny us the right to follow our hearts.

i'm not a painted picture.

10.28.2007

síndrome de winckelmann?

acho que fui contaminada pela síndrome de Winckelmann,até o fim do fim de semana.

mudei-me para a grécia, em pensamento. para a grécia, onde a origem das coisas era clara e a natureza um canal fático.

síndrome de Winckelmann pelo próprio Winckelmann e pela carga épica a que fui acometida...

peraí que fui ouvir o que aristóteles tem a dizer...

10.26.2007

like liquor

Swallowed like liquor, cherry pops your wisdom.
I wish I could be just like you. I feel like I’m stupid whenever I split a word beside you.
Like liquor, I go from sweetness to bitterness… I’m kinda bittersweet.
I’m the lost flower from your garden, just like you are the wanted star from my constellation.

Like a liquor, better don’t taste all in… the more gets older, the better it comes.
we both had been pictures aside the frame. We’ve built our own frame in a parallel universe… just like the song:

Deep inside of a parallel universe
It's getting harder and harder
To tell what came first

Under water where thoughts can breathe easily
Far away you were made in the a sea
Just like me

Christ I'm a sidewinder I'm a
California king
I swear it's everywhere
It's everything

Staring straight up into the sky
Oh my my a solar system that fits
In your eye microcosm

You could die but your never death spider web
Take a look at the stars in
Year head fields of space kid

Christ I'm a sidewinder I'm a
California king
I swear it's everywhere
It's everything
Christ I'm a sidewinder I'm a
California king
I swear it's everywhere
It's everything

Psychic changes are born in your heart entertain
A nervous breakthrough that makes us the same
Bless your heart girl

Kill the pressure it's raining on
Salty cheese
When you hear the beloved song
I am with you

Christ I'm a sidewinder I'm a
California king
I swear it's everywhere
It's everything

Christ I'm a sidewinder I'm a
California king
I swear it's everywhere
It's everything


[parallel universe.rhcp]

are we goin to Cocaigne?

10.15.2007

Rhetorical Negligence

Hey, let’s talk about something you don’t know... could it be easy for you? For me, it’s quite impossible. I’d rather hear and take mentally notes. Let’s keep on talking about that thing you’re not supposed to know. It’s quite easy, especially whether I’m not around to listen to that. I’m starting to get angry and, for me, this state o’ mind passes a lot of times away from me.
Keep on talking about that. Make up anything to make it interesting for your audience. Oh, yeah, non stop talking. Your speech is quite brilliant. Plato would be proud of you. Rhetoric is the thing for you starting to grow up – mentally – and, paradoxally, for you starting to decrease your (supposed) wisdom.

Let’s go to another round on talkative questions. You don’t know, as I mentioned, anything about the subject. You talk ‘bout that as you were familiar to it. However, the thing is not concerned on your rhetoric – brilliant, though -; the thing is concerned on your stupid way of avoiding your knowledge: you don’t know the subject. Resign on that you can’t speak based on you don’t know; prefer to let that thing catch the flow and keep on walking. I’m sure she’s quite experienced on life to walk on her own.

10.10.2007

você espera durante um bom tempo. relativamente grande para que se possa aprender com o que se vê e com o que é ouvido.

você anda em círculos durante um bom tempo. relativamente enervante para que se possa entender o por quê de se ter errado.
você gera momentos inoportunos a todo momento. suficientemente irritantes para que se possa descobrir quem são aqueles que realmente importam para a sua existência.

você respira fundo até que as sujeiras incomodem os seus pulmões, até que se sinta tonto o suficiente para saber que sem aquilo você inexiste.
você olha para o lado, vê uma pessoa. pessoa esta que, por sua vez, insconscientemente, precisa de você. assim como você precisa dela. porém, não tenho nada a lhe falar.

você espera um bom tempo, somatiza, sintetiza, formaliza as suas pertinências - a si mesmo não lhe cabe a inteligência; cabe situar-se no mundo imagético de quem tomamos emprestados personagens...
você é a espera... sem mais delongas, você é a espera para o segundo seguinte; otimize.

10.07.2007

danos gerais

estou vivendo em um processo de retrocesso mental. nada do que posso afirmar que sei, realmente o sei.
estou vivendo um processo de recrudescimento da alma. não me torno uma pessoa fria, mas vazia de concepções. cansei de me explicar-me e de explicar a situação do indivíduo ao mundo.

dano esse querer ser algo como uma pensadora. escreverei um livro bobinho de auto-ajuda, um livro barato-vazio-tosco, do tipo desses nomes: quem mexeu no meu queijo? quem meteu na minha b******... esses livros que poupa-me o tempo e os neurônios ao resumir na sua capa a sua estória e eu, insconscientemente, antever o desfecho...bizarro.

bizarro é quem os compra.considera-se dotado de uma intelectualidade nata. brrr.


outro dia encontrei um pseudo-intelectual. nesses momentos eu estou burra, estrategicamente. aliás, como o mundo está cheio deles. eu olho e já sinto o cheiro que exala de cerébros em má formação.

não sou escrota, mas realista. quer dizer que sabe, quer dizer que gosta, que dizer que faz bem feito: não é verdade. quem sabe prova naturalmente; quem gosta exala o seu gosto peculiar; quem faz bem feito se permite elucidar a perfeição - odeio a palavra perfeição.

eu não sou nada. danos gerais. alguma coisa se é, se se faz parte. eu sou? danos gerais. não quero ser a intelectual que acaba de voltar de barcelona com inúmeros elogios na bagagem.
falar espanhol me incomoda. a não ser que seja em cuba. a questão do exalar o gosto, o saber, o bem fazer...

danos gerais. captar mais.

9.09.2007

a minha infantilidade permitiu que eu não escolhesse; que, antes sorteasse.
a minha infantilidade consagrou a minha estupidez em mim; não me escutei; medos tive.

a minha infatilidade fechou-me, confesso...

não tenho mais forças para escrever. contente-se.

8.05.2007

nessa cauda de cometa, pela via láctea estrada tão bonita...

Eu nasci para ser sozinha, um número ímpar. Eu nasci para encontrar o meu par exato e não perder tempo com possibilidades além da minha capacidade imediata: eu sou uma pessoa única em todo universo. Não tolero a auto-ajuda terceirizada, posto que eu desenvolvi um alto complexo de auto-cura, auto-análise; não terceirizo, mas libero para quem quer que se identifique com os fatos corriqueiros da minha vida cotidiana...

Nunca quis encontrar, mas imaginava como seria o encontro. Nunca quis me encontrar, porque ficava – e ainda fico feliz – quando a chuva cai torrencialmente e, de fundo, escuto Rockin Chair do Oásis ou qualquer música do Alice In Chains... Sou um ser constantemente depressivo. Mas até que, para um ser depressivo, eu sou colorida até demais. O problema é que eu torno complexo todos os meus atributos; acho que poucas pessoas podem entender as razões por que faço as coisas... por que faço tudo de uma maneira tão bizarra.

Em um mundo de possibilidades mil, mediatizadas por imagens... em um mundo que eu posso ser o que eu quero – neste momento eu me sinto como o Malcom da série Malcom in the Middle quando descobriu, através de um teste vocacional, que ele podia ser desde astronauta até chefe de cozinha... Sim, eu possuo um zilhão e meio de possibilidades e, no meio delas – acreditem se quiser -, eu não consigo me encontrar...

Vou lhes falar: estou saindo das trevas! Sim, não gritem comigo novamente! É, da última vez que entrei das trevas a causa-mor foi terem gritado comigo – sou uma diva, meu bem, não lido bem com ruídos em cinza-escuro.

Vou lhes falar, ainda: ele, em parte, - sim, em parte porque essas bizarrices só dependem da própria pessoa – me ajudou; me deu um espelho e o maior milagre: ele não se quebrou! Agradeço-te, mas não vivo em sua função. Vivo a pensar, todos os segundos, as infinitas possibilidades que temos juntos... tudo o que podemos viver e compartilhar – as pieguices guardo para lhe contar ao vivo e a cores com toda a minha breguice boleristica

Vou lhes falar: é preciso muita coragem para exemplificar a troca, para compor comparações, para planificar racionalmente o que tenho por fazer e a fazer.

Sou louca. Como sempre fui.

quite awake, then

não sabia que a vida fora de um universo paralelo poderia ser interessante... mas difícil.
Você precisa incorporar um personagem. Metaforizando: um Pequeno Príncipe buscando a sua carona no primeiro cometa que passar...

as coisas precisam ser menos comparadas sob o meu ponto de vista... eu tenho que pensar sob mim mesma e garantir mais um quinhão de uma felicidade sem culpas...
eu e esse meu espírito de Madre Teresa de Calcutá, de que a minha felicidade só será completa quando o outro estiver bem...

coisa melhor; um ano.


acabou-se, enfim...


how does it feels like waking in the sun...

wow!



i'm quite awake

7.02.2007

rumo.

rumarei para onde gostarei de ir, para onde eu possa dizer as minhas coisas e minha voz se faça ouvir.
rumarei para estradas e não por uma única estrada, sem que, por entre encruzilhadas, eu me perca.
rumarei para respostas concisas, saberei pesar o não e dizê-lo nos momentos em que for necessário.

rumarei...

o futuro do pretério não me cabe mais e, com toda a brusca situação, não me cabe mais imaginá-lo, futuro: serei o que sou a partir de agora...


consigo me expressar pelo paradoxo, momento inquietante; creio que passo a me compreender.

6.30.2007

surrupiaram-me algo...

inércia fora de ação

semi
aprender, sempre.

conseguir.

6.27.2007

incrementando o velho ditado...

quem filosofa o passado é museu

por que o marxismo ainda rende textos belissímos, sintaticamente falando, se, hoje, é parte apenas de um marco histórico? (meu avô deve estar rolando no túmulo, decepcionado com o que acabei de escrever...)
"O sonho acabou!!!!"
devem ser como as viúvas dos Beatles... se bem que eu sou uma viúva dos beatles, mas consciente de que, talvez, àquela altura do lesco-relesco, o que estivesse por vir não me transformasse em uma viúva completa... seria uma primeira ou segunda viúva... tipo como eu sou com Rolling Stones (60-70) rs


... bury your usual words and renew your thoughts... that's a matter of fact

em uma de nossas conversas...

uma coisa é argumentar de maneira enfática. diferentemente é insistir na causa sem argumentar.
apresentar as causas, os credos, afirmativas, fanaticamente - e o fanatismo é cego -, sobre determinadas questões, acaba por legitimar a sua pouca fé no que você mesmo diz.
portanto, à medida que só dizem que o espaço em que vivemos é plural, na verdade se legitima o oposto; na verdade os privilegiados, contextualmente falando, sempre existirão.
por isso que me cansa ler sobre a construção idealística da diversidade... cansa mesmo...

soft milk

it's not even that easy to believe in my own written matters... that's why i keep on writing for, further, i could remind and comfort myself with my own words...

that's the point: one must believe in things oneself said and written, because that might dig a place in this space...



it's swallowed quite alike soft milk...

6.25.2007

cabe...

cabe em uma caixa é lembrança, sempre. guardado está; é uma coisa que se sente. cabe em uma caixa, formaliza linhas outrora disformes. se coube, sem aparos, parte da memória encaminha-se para ser.cabe em uma caixa é porque se guarda longe, em uma prateleira de memórias velhas - memórias novas também existem antes mesmo de se concretizarem.se couberem perfeitamente em uma caixa, é porque melhor terá sido...
se houvesse opção melhor, preferiria caber em um cobertor cujas formas amplas não limitassem meus pés inquietos.
a mudança é iminente e se posiciona e o que me acomete agora é um estado de não-alegria necessária... acho que eu sempre tenho sido o que sou...

momentos de tangerina.

6.11.2007






meu coração se revela em meus olhos...


meu sorriso, complemento.


minha alegria, silêncio em movimento...



seu olhar, acalento.

suas palavras, sábias, necessárias: avivamento!


você, enquanto sonho, um alento.

enquanto realidade: meu complemento....



somos a noz, em formato de coração.

somos nós.

movimentos...

Das ondas se desenrolam
O que nunca permiti.
Das espumas se revelam
A desforma de que nasci.


Em descrições inexatas,
Paradoxais sentenças,
Muito que se diga,
Mas evita “do Olimpo, eu desci”.

Em movimentos paralelos
Relatividades exatas
Momentos complexos,
Descreva a mim:

O que és diante dos olhos
É o que tenta descobrir.

E meus cabelos que seguem
As ondas do mar
Ricocheteiam em espumas
Que as teimo negar.

A tal ponto, aquele que posso seguir.
Indiscreto, senhor, o que vê
És a medida exata
Que pode ter de mim.

Inexata em movimentos e pensamentos,
Paradoxal em momentos,
Antecipando sentimentos:

Eis porquê privilegiado
É a quem mostro.

Meus cabelos seguem
Movimentos involuntários.
Meu rosto espelho
De uma questão
Por deveras indagada
E demasiada equivocada.

Meus cabelos seguem
Ondas e interferências.
Meu rosto espelho
De longas existências
Por deveras indagadasE demasiada equivocada.
quando era grande e o mundo pequeno demais, eu costumava a cantar, sem eco, qual em um filme de godard. quando o mundo me era muito, aceitei o convite da minha amiga ostra, e fui passar uma temporada de pérola. quando o muito não me saciava, buscava, em outras alternativas, o que o muito não me concedia: acuidade. graças aos universos paralelos, encontrei-me e, dadaísta que sou, fiz de mim uma colage aleatória. até que, olhando assim, dependendo da luz, não sou um monstro. estou mais para uma transformista.
e liberem as purpurinas, por favor!

6.07.2007

nossa, como você consegue me perceber...




... até nas minhas explicações pouco úteis, até na sua pouca paciência diante da minha voz miúda ao aparelho de graham bell...




... me dá vontade de dançar sobre nuvens...


... me dá vontade de cantar as cores e números - se bem que a música é pura matemática...




...estar dentro do teu olhar... me ilumina...



...e sorrir... sorrir no silêncio, dentro de mim e saltar dos meus olhos essa alegria...




... quem mandou fazer o meu coração bater mais forte e meus olhos sorrirem ao te ver?


...te quiero!

dor de estômago - cerébro atrofiado

e tudo se torna muito óbvio quando você mergulha na sua própria verdade. tudo de torna círculo e, no mais, arde na fogueira das vaidades.
o GRANDE livro se torna grande em extensão, apenas. acho que esse é o rumo que eu supunha que pudesse dar: eu mesma remoendo a utopia que é escrever.
pensar é grande para poucos. para a intensa maioria, se torna um prazer em se rebuscar palavras; sinonímia ininteligível.
o inteligente é se expressar em poucas palavras e não rodear-se de louros e alegorias para dizer que o amor é sublime ou qualquer coisa que é singelo para quem o sente ou vê com clareza.

amo as palavras, coordenadas, ordenadas de acordo com a minha vontade. dizer, pra mim, ainda é por deveras complexo - as minhas coordenadas internas não estão em sintonia com a minha voz.

[e você entende o que eu quero dizer?]

isso tudo para dizer que os ditos clássicos, aqueles que sobrevivem aos séculos, são aqueles que mergulham no simples - salvas as devidas peculiaridades do discurso.

o ser humano é o mesmo; o ambiente que se modificou, mas as suas ambições permanecem as mesmas. e, como nietzsche disse, seu objetivo final é o de se tornar o superhomem, O homem...

6.05.2007

À Criatividade...

Não querem que sejamos criativos, já que se busca cercear os nossos rompantes inventivos de todas as maneiras... Desejam que busquemos o diferencial, "o diferencial a partir": nunca será um diferencial, mas uma make-up kitsch que nos reserva um mínimo de caráter autoral. Desvincule-se: é a meta a se buscar.



"Queria se feia, assim seria mais interessante para mim mesma" -> essa é a frase: o novo é geralmente feio, com poucos atrativos - sem referenciais. Se bem que, atualmente, se busque o novo...

"Vale mais viver no provisório que no definitivo"*

... e viver para sempre com essa inquietação do que é indefinido?


Se bem que, enquanto estamos improvisando, vivemos o tempo presente. Nos acomodamos conforme o que se passa e com a nossa capacidade inventiva de viver esse tempo. Assim que começamos a formular o nosso futuro, e descobrimos não caber dentro dele, vivemos em função da nossa incapacidade face ao futuro que pretendemos traçar para nós. No entanto, alguém nos disse, é a expectativa no futuro que no motiva no presente - e a falta dela que nos estagna. Portanto, se o caminho rumo a seu futuro passa por nebulosas e tende a um buraco negro, "não se desespere"!

Mas, isso não seria viver no provisório - mais alegre?
Mais uma vez, falta-me o ar...




* BACHELARD, G. p.58, in A Poética do Espaço.

5.22.2007

Orkut: a West End do século XXI

Olho-me dentro daquele quadrinho azul. Nome, sobrenome, estado civil, país, estado, cidade... Um currículo pós-moderno. Uma vitrine; fantasia. Posso ser quem eu quiser. Posso finalmente ser eu mesma. Nesta vitrine, a gatinha.pink faz uma pose sensual, a fim de divulgar os seus atributos para todos os pivete.playsson.muleke.piranha. Depois de várias tentativas, eles se encontram. Espaço de relacionamento.
Olho-me, novamente, dentro daquele quadrinho azul. Adoro as minhas comunidades. Encontrei meus pares? Que isso, nem posto comentários. Gosto das descrições e da sensação de ter um bocado de “a toas” iguais a mim.
Sou olhada, por várias vezes, através daquele quadrinho azul: “deixar-eu-ser-cult-e-não-ter-orkut”? Algumas vezes eu quis... Mas ainda vejo alguma necessidade de me ver no quadrinho azul... As piadas internas são as melhores.A esta altura gatinha.pink e pivete.playsson.muleke.piranha já engataram um relacionamento. Coisa pós-moderna, porque eles aceitam pegações extra-relacionamento. Gente bem-resolvida é outra coisa.

5.21.2007

..o rio; sem alma...

Não rio sem alma. Tenho medo das pessoas – elas são realmente estranhas. Não inicio conversa com quem se ache legal: você é aquilo que os outros acham que você é; salve as suas considerações próprias para si mesmo. Nariz de princesa, sorriso bonito, encantadora, infindável beleza – ah, por favor, não comece! Isso não cabe aqui!

Sonhei um dia contigo, que era exatamente como és. Acordei feliz: em terras distantes hei de encontrá-lo. Não sabia que existia bem do meu lado.

Não compartilho. Sou irritante, chata, neurótica a ponto de parecer fazer uso de psicotrópicos. Tenho medos que ninguém mais tem. Quer saber?

Rodei e rodei por mundos nunca dantes vividos. Convivi com criaturas exemplares e que ninguém mais viu. Interessante? Deixa você saber o que eu já fiz até hoje. A evolução da espécie segue: Freak – geek – nerd – spice girls – hippie – grunge – punk – eu.mesma.

A minha definição das coisas sempre anteviu a fase que eu viveria. Aos treze anos já sabia das desilusões amorosas – experiências vividas, lidas e ouvidas. Sabia definir o que esperar de um homem; você só atrai aquilo que você deseja para aquele momento.
Arquitetura postergada, mas em stand by.

"Sejemos"

E o mundo é muito grande.
Basta que eu espirre
Para eu o possuir ainda mais.

E que o mundo seja complexo diante dos alienados: eles não o entendem. A lógica é sistemática; ela é simples e te trata com desdém. É o blasè que te olha com indiferença; é o mendigo que te pede menos. O mundo é simples, nós é que temos tornado palco de uma vivência por deveras complexa, para dignificar a nossa existência. “Semos” todos burros!

3.27.2007

ergulho... se

"Do que eu preciso, eu não imaginava. Ou era o que eu menos imaginava.
Ou o que eu queria mais. Ou o que eu evitava descobrir"
ELA - entrevista exclusiva concedida a EU

A todo momento, alguém precisa de ELA, dos conselhos de ELA, dos
ouvidos de ELA, dos ombros de ELA... dos abraços e sorrisos de ELA.
A todo momento, ELA tenta mergulhar nELA mesma, descobrir o que tem
dentro, mas a OUTRA a impede (como?). Se torna fraca.
Aí, quando ELA acha que está tudo bem, num momento de felicidade plena,
ELA não se acha digna de estar assim. Ou melhor, a OUTRA diz que é tudo
ilusão, que todos vão, mais dias ou menos dias, dar um chute na bunda
de ELA.
A OUTRA não A acha capaz. Por conseguinte, ELA não se acha capaz.
Contudo, ELA é uma espécie de guru, a quem todos recorrem quando
precisam de repostas, de luzes onde só existem trevas - talvez, por isso, o
instinto de ELA de ajudar sempre atrapalhe, porque nem sempre precisam
de sua ajuda; é porque ELA quer ver aqueles que ama felizes e bem.
Apesar disso, uma sombra está sempre por trás de ELA, posto que ELA
está sempre prestes a desmoronar.
Apesar de duas décadas de intensa convivência, a OUTRA não conhece ELA,
ou ignora este fato, ou conhece ELA por demais. No entanto, qualquer
que seja a opção, como desconfiar se você não conhece, ignora ou conhece
em demasia? Colocando assim, percebo que este fato é salutar: quando
você não conhece é justo não confiar, afinal você não conhece a fundo o
indivíduo. Ignorar o fato de conhecer pode ser pelo fato de já ter tido
mostras o suficiente para não confiar. E o último, fato legitimador.
Considero que ela não tenha um paradigma consistente a seguir, visto
que a OUTRA supõe que ELA saiba todas as respostas. Todavia, o que ELA
quer é ser ouvida, pelo menos uma vez... ELA está se engasgando com seu
próprio eu.
ELA se encontra depressiva, porque a OUTRA e a OUTRA1 acham que ELA
esconde algo muito grave - afinal, foram muitos quilos embora em menos de
um mês. Lógico que ELA esconde, porque ninguém dá espaço, mesmo que se
grite bem alto, para ELA dizer o que pensa. A OUTRA e a OUTRA1
construíram uma imagem bem decadente do que ELA seja, e o mais incrível é que
ELA enxerga esta imagem; parece que só existe um reflexo ou estariam os
espelhos errados?
O OUTRO quer ouvir ELA, mas o muro que a OUTRA construiu entre o OUTRO
e ELA permite muito pouco o estabelecimento de um canal de comunicação.

Intervalo

Não espere que alguém vá ficar feliz com as suas conquistas, afinal
elas são só suas. Por isso, por mais tenebrosa que seja a antevisão dessa
sua conquista, a veja bela no final. Isso é mais ou menos como o lance
da dor: se você visualizar o pós-processo causador da dor - alívio -
você nem vai perceber como foi punk estar ali.

bem amigos, voltamos ao relato de ELA pelos olhos de EU


E ELA leva choques dELA mesma, por estar desvendando seus mistérios. E
ELA vai buscando respostas em outros tópicos, por que mais do mesmo só
mantém o ciclo viciante que é estar em depressão. E ELA chora por achar
que ELE a acha desinteressante, ou que, com o tempo, ELE vai perder o
interesse por ELA - e quem pode prever? A vida tem dessas coisas; Mais
outro aprendizado -, mas sorri pelos momentos que teve ao lado de ELE:
vários longas-metragem dos mais variados estilos - coisa que ELA nem
imaginava existir ou que ELA poderia imaginar sentir.
E ELA está aprendendo com as possibilidades.
A OUTRA teme, porque acha ELA inocente demais para este mundo cruel -
Oh!.. Mas, ELA aprendeu com as decepções, as escolhas erradas, as quedas
de penhascos intransponíveis - coisa que a OUTRA ignorou quando ELA
quis lhe falar. ELA sabe que a vida não é um docinho de leite.

E ELA saboreia a vida como se fosse uma torrada mal besuntada com
geléia de amora: no início é seco e até machuca... mas ela não desiste e
alcança.
Filosofia barata para uma vida cara

ELA diz usar algumas canções como inspiração para encarar as
possibilidades. São elas:

"That's the way this wheel keeps working now"
(Wheel, John Mayer)

"You don't throw your life away going inside"
(Going Inside, JOhn Frusciante)

"All I ever wanted was love, peace and harmony"
(The Letter, Macy Gray)

"All my life I try to make a better way"
(Rockin' Chair, Oasis)

"Não me deixe só, eu tenho medo do escuro, dos fantasmas da minha voz"
(Não me deixe só, Vanessa da Mata)

"Mais vale meu pranto que esse canto em solidão"
(Casa Pré-Fabricada, Los Hermanos)

"Can somebody tell me nwo am I alone with this
This little pill in my hand and with this secret kiss"
(Damien Rice & Tori Amos, The Power of Orange Knickers)

3.22.2007

debaixo da árvore

lá estava eu, desamparada por todas... mais de quatro horas de espera... o sono já me incomodava desde antes de acordar. Como diz a música, já acordo deitada. Não sei o que acontece. A sensação que eu tenho é a de que quanto mais horas passo tentando dormir, mais sono eu tenho. [pessoas incovenientes tentam decifrar os meus escritos... vizinhos serão sempre vizinhos: a inconveniência uma hora despertará a sua alma]...
corri para o meu refúgio, quando tenho que esperar sob estas condições. fui para a biblioteca, pegar uns passatempos e fitar o mar que emoldura os fundos dela...
quem disse que eu consegui? thomas more parecia interessante na sua utopia citadina, assim como Jane Austen, com os seus relatos sobre alguém cuja aparência física e dos bens materiais soa mais importante que tudo.
Abri a minha mais que precisa garrafinha de água de piscina. Comecei a ler. As costas me doíam. Deitei. O frescor do vento era maravilhoso, mas insistia em jogar nos meus olhos fragmentos de árvore - a natureza invade meu ser. Coloquei meu disfarce, meus óculos escuros que cobrem todo meu rosto. Salvação! podia ver os bichinhos procriando nas árvores, as folhinhas balançando, os galhos caindo...lindo lindo! Tudo para tirar a minha atenção dos livros... ops!
Deitei de novo. Minhas pálpebras não agüentaram. Insistiam em fechar invonlutariamente. Não aguentei. Dormir de sonhar com o sol me abraçando e o mar me acomodando. Sonhei com direito a chuva de boca - a famosa babinha.
Acordei com as formigas tentando me carregar para outro lugar, pois que eu atrapalhava o seu percurso. Elas estavam quase me levando, mas eram poucas e, comparando o meu tamanho com o delas, seria impossível disso acontecer. Daí, elas partiram para violência física! Me massacraram com ácido fórmico umas trocentas vezes, que, por alguns segundos me senti dormente... Ai, que delícia me sentir dormente! ai...

acordei com um zumbido no meu ouvido. Acordei? Já estava acordada... cochilava e, depois do zumbido, e porque havia visto um besouro gigantesco, fiquei com medo dele me carregar pra cima da árvore e, aí, como eu desceria depois?!

acordei, também, com uma musiquinha beeeem brega.... uma mistura evangélica com baile da 3a. idade... argh!
fiquei uns minutos me recompondo... cheia de irritações das nossas queridas formiguinhas... violentas!

acordei diante daquele mar... lindo!
só me lembrava de você...

1.18.2007

já te sentia antes de te conhecer e achava que isso bastaria... que eu ficaria bem sozinha apenas com esse sentir.
achava que eu era egoísta, covarde, por não querer buscar esse sentir, no plano concreto, real, por temer quebrar o encanto e sofrer por ter idealizado alguém.

não quis procurar, e para quê procurar se você estava logo ali, do outro lado?! Vibrei: a cada palavra que você falava, demonstrava que era a pessoa com quem eu gostaria de dividir a minha estrada. Tremi: achava que me decepcionaria porque você não podia ser tal e qual eu tinha imaginado em meus devaneios da madrugada.

e eu que já te amava sem te conhecer, e eu que já sonhava contigo sem tê-lo encontrado, encontrei-me estatelada bem à sua frente! ignóbil, ridícula, samambaia de quintal... eu fui bloqueada por mim mesma: várias vozes e sentimentos que me riparam o estômago...
e você não era uma imagem que eu tinha inventado, mas um ser humano que existia. não era produto de clichês...

e, a cada novo amanhecer, eu acordava... e o meu coração, que supunha ser de gelo, era seu, e te aguardava... eu era só uma covarde (pseudo) auto-suficiente...

tudo flui de uma maneira só nossa que todo o resto é somente todo o resto e mais nada... para nós, nós mesmos, "a gente" se basta, certo?

eu não sou explicíta, mas, do meu jeito, sou para ti inteligível... e você sabe o que eu sinto...

quero muitos anos, muito tempo, para compensar os dias que em ti pensei, mas não podia te tocar. quero muito muito tempo para ouvir sua voz e participar do seu olhar. quero muito muito tempo para nós compartilharmos e nos compartilharmos... quero a você!

quero muitos anos, muito tempo, para você se alegrar comigo. quero muito muito tempo para ver as suas mágicas e aprender suas tecnologias. quero muito muito tempo para nós rirmos e chorarmos - que sejam mais risadas e lágrimas de felicidade!

e você só legitimou o meu sonho no plano real.

e tudo é, porque nós estamos... em nós!
teamote

1.15.2007

estamos

as nuvens sobrepostas
entrecortaram estrelas
no formato disposto
por aquele que quis tê-la.

o brilho incessante
descende de uma linhagem.
sempre se desprende
de uma linda folhagem.

e tudo é muito belo,
cadente estelar
através do ouro amarelo
realidade a encantar.

por ouvir vozes,
realidade distante,
surgira velozes
batidas incessantes...

... saber do indireto,
conforto para solidão.
sentimento terno
regozija em vibração.

e ela canta com os olhos
a alegria que entrou
ouça a sua canção,
dignifique o seu amor.

se o som desmerece
essa cantiga de amor,
venha e componha com ela
o vosso singelo esplendor.

things i've found around...

a minha parede ilusória era um espelho que, por sua vez, refletia uma mentira: toda a minha sabedoria - até aquele momento - era suficiente para mim. E, cada vez mais, fui caindo nesta ilusão e, por estar mergulhada em universos paralelos, o cotidiano só me legitimava como sábia.até quem não fazia parte dos meus universos paralelos legitimava e eu me enchia, o meu ego intelectual inflava pois que sabia de tudo e aquilo bastava... bem feito pra mim...
bastou entrar na vida real, mergulhar entre a poluição - literalmente falando, rs - que o mito foi desfeito: eu não sabia nada... Fiquei muda, introspectiva, mergulhada na minha burrice instantânea. passei a acreditar que eu não sabia nada, que, antes de abrir a boca, deveria pensar um zilhão de vezes... que os meus pensamentos não eram inteligíveis... não tinham alguma lógica - dentro daquilo que os ouvintes estavam acostumados...
sei lá.
comecei a ler os mais famosos filósofos do humanismo, psicanalistas... resolvi fazer auto-análise, devido a minha auto-crítica de não saber me expressar, não saber explicar nada, talvez se fosse a um terapeuta ele não me daria o diagnóstico correto, ou melhor, aquele que eu gostaria de ouvir...
fiz auto-análise - e ainda faço -; sou uma psicóloga auto-didata e paciente de mim mesma.
descobri que vivo o gaze* da minha vida. que o gaze que tanto busquei fora das fronteiras da minha terra estava fora das fronteiras de mim mesma. tenho vivido o gaze desde o primeiro dia que entrei na faculdade, que saí de mim, que perdi um pouco daquela auto-confiança, uma proteção que nunca me abalava... olhei a minha vida do alto...
e, através do gaze, tenho aprendido a voltar a mim mesma, com a vantagem de não se limitar ao espelho... de olhar em volta e não criar fantasmas.
pouco a pouco eu aprendo a conviver comigo mesma dentro do mundo real. ser eu mesma não é complicado...
sei menos e isso é bom. sei menos e não sei mais mensurar... ou mensuro da minha maneira mais do que original!
não tenho mais nada a escrever. ainda não chove, a inspiração não vem, por conseguinte...

* by Jacques Lacan

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