mergulhada em minhas sensações, só consigo escutar...:
o.último.romance.los.hermanos
Eu encontrei-a quando não quis
mais procurar o meu amor
e o quanto levou foi pra eu merecer
antes um mês e eu já não sei
e até quem me vê lendo jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei
e ninguem dirá
que é tarde demais
que é tão diferente assim
do nosso amor
a gente é que sabe pequena
ahh vaii
me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar
e se o caso for de ir a praia
eu levo essa casa numa sacola..
eu encontrei e quis duvidar
tanto clichê
deve não ser
você me falou
pra eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
e só de te ver
eu penso em trocar
a minha tv num jeito de te levar
a qualquer lugar
que voce queira
e ir onde o vento for
que pra nos dois
sair de casa ja é
se aventurar
ahh vaii
me diz o que é o sossego que eu te mostro alguem
afim de te acompanhar
e se o tempo for te levar eu sigo essa hora
eu pego carona
pra te acompanhar
11.23.2006
11.18.2006
Sobre as coisas boas...
Sobre as coisas boas que, como num estalar de galhos em um dia de outono, aparacem em nossas vidas, não precisamos nos questionar. Apenas aceitar, livre de preconceitos, a maneira como elas aparecem para a gente.
Se elas são boas de mais para serem verdade, ou cheias de sinuosidades incompreensíveis, a questão é pura e simplesmente aceitá-las e vivenciá-las...
Sobre as coisas boas cria-se uma complexidade tal que, quando elas aparecem, nos faz acreditar que não podem existir, por estarem muito próximas da perfeição. Essa aura de complexidade é construída para que nós estejamos longe de nós mesmos e, num ato paradoxal, rejeitemos as coisas boas e vivamos imaginando o que poderia ter sido... É mais fácil, para a maioria, vivenciar o que poderia ter sido...
Sobre as coisas boas a gente não deve repudiar, se perguntar por que, se quetsionar "por que eu?"... Para tudo na vida existe uma razão de estar; a nossa vivência se baseia nos nossos atos, em tudo aquilo que fizemos ao longo de nossas vidas. E, como consequencia desses atos, recebemos de volta o que merecemos da vida em algum momento.
Por isso, eu sei que mereço ser assim. Não de uma maneira resignada, em aceitar tudo. Mas de ter a plena consciência de que o que eu fiz, de tudo que investi em mim vai ter - e está tendo - retorno muito positivo. Dessa maneira, não posso questionar sobre as coisas boas que tenho recebido. Apenas aceito como elas são, até porque elas me fazem um bem danado.
Não sei quem instituiu que devemos sentir culpa por sermos felizes; que a nossa felicidade plena incomoda os outros... É por causa disso que a gente acaba chegando a estas conclusões... da noção do é "bom demais para ser verdade"...
Se elas são boas de mais para serem verdade, ou cheias de sinuosidades incompreensíveis, a questão é pura e simplesmente aceitá-las e vivenciá-las...
Sobre as coisas boas cria-se uma complexidade tal que, quando elas aparecem, nos faz acreditar que não podem existir, por estarem muito próximas da perfeição. Essa aura de complexidade é construída para que nós estejamos longe de nós mesmos e, num ato paradoxal, rejeitemos as coisas boas e vivamos imaginando o que poderia ter sido... É mais fácil, para a maioria, vivenciar o que poderia ter sido...
Sobre as coisas boas a gente não deve repudiar, se perguntar por que, se quetsionar "por que eu?"... Para tudo na vida existe uma razão de estar; a nossa vivência se baseia nos nossos atos, em tudo aquilo que fizemos ao longo de nossas vidas. E, como consequencia desses atos, recebemos de volta o que merecemos da vida em algum momento.
Por isso, eu sei que mereço ser assim. Não de uma maneira resignada, em aceitar tudo. Mas de ter a plena consciência de que o que eu fiz, de tudo que investi em mim vai ter - e está tendo - retorno muito positivo. Dessa maneira, não posso questionar sobre as coisas boas que tenho recebido. Apenas aceito como elas são, até porque elas me fazem um bem danado.
Não sei quem instituiu que devemos sentir culpa por sermos felizes; que a nossa felicidade plena incomoda os outros... É por causa disso que a gente acaba chegando a estas conclusões... da noção do é "bom demais para ser verdade"...
11.16.2006
minha vida, divido contigo...
Há algum tempo, eu tinha medo de olhar-me no espelho e ver o que eu me tornei com o passar do tempo. Há algum tempo, eu tinha medo de seguir a vida, de tentar, de nunca descobrir a felicidade.
Há algum tempo, eu tive medo de colocar-me a disposição do outro, e ver que a minha vida poderia ser compartilhada com outro alguém... Há algum tempo, eu era uma pessoa muito egoísta.
Há algum tempo, eu não enxergava o futuro fora dos meus universos (paralelos) criados, das minhas histórias fundamentadas em fugas... estar sempre fugindo era a minha única opção, pois eu achava que sofrer era conseqüência e, que se fosse para sofrer, que a causa não fosse mais a falta de amor do outro...
Há algum tempo, eu acreditava que podia viver somente em função de mim mesma, que a minha existência (ou não existencia) não importaria para ninguém além dos meus pais e parentes, pois isso, para eles, de se importar comigo, é uma decorrência óbvia.
Há algum tempo, eu caminhava sobre um chão de barro, a mercê das intempéries e de todo processo erosivo de que o mundo está sofrendo. Fugir era um objetivo; para onde, talvez, fosse de menor importância.
Antes de começar a faculdade, eu sabia exatamente o que eu queria e esperava da vida. Achava que sabia tudo e o que eu aprendesse na faculdade só legitimaria o meu ponto de vista: único, por sinal. Antes da faculdade, eu costumava olhar ao meu redor e saber exatamente onde eu pisava, até porque passei quase duas décadas caminhando sobre esse suporte.
Antes de começar a faculdade, eu achava que saberia como responder aos estímulos dessa vida nova...
Antes de antes da faculdade, eu era o nada. Sem universos paralelos, cheia de marcas... dores infindáveis. Antes de antes da faculdade, minha cabeça era vazia de pensamentos cheios, fechados. Eu quase segui o estigma do visionário, aquele que sempre se vai primeiro, porque já viu tudo antes mesmo que os reles vissem...
Antes de antes da faculdade, eu me ignorava e era ignorada, porque acreditava em uma força maior do que o poder da mente; tal força me carregaria pelos braços para um mundo desconhecido.
De novo o espelho...
Eu tinha medo de ver o que eu me tornei ao longo dos anos, há algum tempo, antes de começar a faculdade, antes de antes de começar a faculdade... Eu não sabia quem era eu.
Relutei em aceitar essa condição de ver além do que os demais, de olhar em volta e ver o que, para os outros, é complexo... Ah, na verdade sou eu quem sou alienada...
Antes, eu costumava a me questionar se o que o outro colocava para mim era verdadeiro. Descobri que a verdade é relativa e a gente não deve exigi-la a todo momento, mas senti-la... Antes, eu costumava a me questionar se eu seria figurante da minha própria vida... se eu não brilharia nem para mim mesma... eu me achava medíocre.
Antes, eu não queria ninguém. Me submeti a certas coisas, tentei enfiar na minha mente a todo custo que eu deveria aceitar essa forma - que vendem a todo momento em todos os lugares - de sentir o outro: como um produto de troca... Eu não me respeitava por aceitar isso tudo; não me questiono sobre as coisas passadas, pois estas já estão findas e enterradas junto com o personagem que vivi.
Antes, eu olhava e não via. Não ouvia. Não vivenciava, somente me questionava e não abria espaço. Aceitar era uma luta constante e me trazia um incomôdo do cacete.
antes era o que eu achava que poderia ter sido. Hoje é o que se segue: planos e improvisos!
Hoje eu me sinto dentro de mim; cabe perfeitamente dentro da minha pele. Tipo Forrest Gump se libertando dos aparelhos ortopédicos e aprendendo a correr, cá estou eu reaprendendo a viver!
Hoje eu posso olhar no espelho e ver que valeu a pena esperar pela imagem que hoje tenho de mim mesma.
Hoje eu posso olhar no espelho e ter um par me acompanhando sem que exista algum incomôdo.
Hoje eu posso ser eu mesma, aprender com as pequenas coisas, com meus próprios erros, com o que dizes pra mim...
Hoje podemos sonhar uma vida sem medos, sem angústias, sem meias palavras com relação a planos, ao nosso futuro...
Fiquei a pensar horas e horas e ver o que me tornei, no que Deus guardou pra mim; o mundo dá voltas e ele é sempre justo com aqueles que realmente merecem!
somamos e multiplicamos!
minha vida, divido somente contigo...
Há algum tempo, eu tive medo de colocar-me a disposição do outro, e ver que a minha vida poderia ser compartilhada com outro alguém... Há algum tempo, eu era uma pessoa muito egoísta.
Há algum tempo, eu não enxergava o futuro fora dos meus universos (paralelos) criados, das minhas histórias fundamentadas em fugas... estar sempre fugindo era a minha única opção, pois eu achava que sofrer era conseqüência e, que se fosse para sofrer, que a causa não fosse mais a falta de amor do outro...
Há algum tempo, eu acreditava que podia viver somente em função de mim mesma, que a minha existência (ou não existencia) não importaria para ninguém além dos meus pais e parentes, pois isso, para eles, de se importar comigo, é uma decorrência óbvia.
Há algum tempo, eu caminhava sobre um chão de barro, a mercê das intempéries e de todo processo erosivo de que o mundo está sofrendo. Fugir era um objetivo; para onde, talvez, fosse de menor importância.
Antes de começar a faculdade, eu sabia exatamente o que eu queria e esperava da vida. Achava que sabia tudo e o que eu aprendesse na faculdade só legitimaria o meu ponto de vista: único, por sinal. Antes da faculdade, eu costumava olhar ao meu redor e saber exatamente onde eu pisava, até porque passei quase duas décadas caminhando sobre esse suporte.
Antes de começar a faculdade, eu achava que saberia como responder aos estímulos dessa vida nova...
Antes de antes da faculdade, eu era o nada. Sem universos paralelos, cheia de marcas... dores infindáveis. Antes de antes da faculdade, minha cabeça era vazia de pensamentos cheios, fechados. Eu quase segui o estigma do visionário, aquele que sempre se vai primeiro, porque já viu tudo antes mesmo que os reles vissem...
Antes de antes da faculdade, eu me ignorava e era ignorada, porque acreditava em uma força maior do que o poder da mente; tal força me carregaria pelos braços para um mundo desconhecido.
De novo o espelho...
Eu tinha medo de ver o que eu me tornei ao longo dos anos, há algum tempo, antes de começar a faculdade, antes de antes de começar a faculdade... Eu não sabia quem era eu.
Relutei em aceitar essa condição de ver além do que os demais, de olhar em volta e ver o que, para os outros, é complexo... Ah, na verdade sou eu quem sou alienada...
Antes, eu costumava a me questionar se o que o outro colocava para mim era verdadeiro. Descobri que a verdade é relativa e a gente não deve exigi-la a todo momento, mas senti-la... Antes, eu costumava a me questionar se eu seria figurante da minha própria vida... se eu não brilharia nem para mim mesma... eu me achava medíocre.
Antes, eu não queria ninguém. Me submeti a certas coisas, tentei enfiar na minha mente a todo custo que eu deveria aceitar essa forma - que vendem a todo momento em todos os lugares - de sentir o outro: como um produto de troca... Eu não me respeitava por aceitar isso tudo; não me questiono sobre as coisas passadas, pois estas já estão findas e enterradas junto com o personagem que vivi.
Antes, eu olhava e não via. Não ouvia. Não vivenciava, somente me questionava e não abria espaço. Aceitar era uma luta constante e me trazia um incomôdo do cacete.
antes era o que eu achava que poderia ter sido. Hoje é o que se segue: planos e improvisos!
Hoje eu me sinto dentro de mim; cabe perfeitamente dentro da minha pele. Tipo Forrest Gump se libertando dos aparelhos ortopédicos e aprendendo a correr, cá estou eu reaprendendo a viver!
Hoje eu posso olhar no espelho e ver que valeu a pena esperar pela imagem que hoje tenho de mim mesma.
Hoje eu posso olhar no espelho e ter um par me acompanhando sem que exista algum incomôdo.
Hoje eu posso ser eu mesma, aprender com as pequenas coisas, com meus próprios erros, com o que dizes pra mim...
Hoje podemos sonhar uma vida sem medos, sem angústias, sem meias palavras com relação a planos, ao nosso futuro...
Fiquei a pensar horas e horas e ver o que me tornei, no que Deus guardou pra mim; o mundo dá voltas e ele é sempre justo com aqueles que realmente merecem!
somamos e multiplicamos!
minha vida, divido somente contigo...
liberta dos universos paralelos
ei...
você que é igual a mim, mas não esteve em um universo paralelo: graças ao que sinto por você, não preciso mais deles...
ei...
você que lê a minha mente, sabe o que ela sente, e por isso está ao meu lado. Assim como existo ao seu: a minha mente é meio complexa, e segue uma linha um tanto paradoxal
ei...
você de cujo medo não sinto, com quem não tenho vergonha de aprender, pois tudo é muito novo e está sendo muito bom para mim... e para ti: aqui do lado esquerdo a complexidade e a paradoxalidade inexistem; tenho certeza de que você é!
ei...
você que é paciente, você que reclama das minhas atitudes: ta aí o meu defeito, justamente em não admitir os meus defeitos e ignorá-los ( você é o único de que não sinto raiva por me retratá-los rs!)
ei...
você que não mais invade meus pensamentos... simplesmente está lá, não só lá, como em todos os espaços do meu corpo e não me sufoca: como é bom dormir contigo nos meus pensamentos, sonhar sonhos em chalés orientais, acordar lembrando dos seus abraços e viver querendo estar sempre do seu lado!
ei...
você que cobra as minhas palavras na prática, mas que, paradoxalmente, sabe que elas são verdade, pois é assim como eu...: já te disse,continue me aceitando que eu só legitimarei os seus sonhos na realidade.
não me deixe pelo caminho: eu sei que não deixarás...
ei...
vamos?!
você que é igual a mim, mas não esteve em um universo paralelo: graças ao que sinto por você, não preciso mais deles...
ei...
você que lê a minha mente, sabe o que ela sente, e por isso está ao meu lado. Assim como existo ao seu: a minha mente é meio complexa, e segue uma linha um tanto paradoxal
ei...
você de cujo medo não sinto, com quem não tenho vergonha de aprender, pois tudo é muito novo e está sendo muito bom para mim... e para ti: aqui do lado esquerdo a complexidade e a paradoxalidade inexistem; tenho certeza de que você é!
ei...
você que é paciente, você que reclama das minhas atitudes: ta aí o meu defeito, justamente em não admitir os meus defeitos e ignorá-los ( você é o único de que não sinto raiva por me retratá-los rs!)
ei...
você que não mais invade meus pensamentos... simplesmente está lá, não só lá, como em todos os espaços do meu corpo e não me sufoca: como é bom dormir contigo nos meus pensamentos, sonhar sonhos em chalés orientais, acordar lembrando dos seus abraços e viver querendo estar sempre do seu lado!
ei...
você que cobra as minhas palavras na prática, mas que, paradoxalmente, sabe que elas são verdade, pois é assim como eu...: já te disse,continue me aceitando que eu só legitimarei os seus sonhos na realidade.
não me deixe pelo caminho: eu sei que não deixarás...
ei...
vamos?!
11.12.2006
...contínua II...
... e você sorri
nos meus olhos
e diz nada
porque estes olhos
já o dizem tudo
e você me abraça
onde não há abraços
para envolver,
porque chegaste
onde a névoa
encobria o frio...
Envolvida estou
por palavras e gestos.
Por pessoa.
Envolvida estou,
por você
meu amor...
A quem esperaste
toda uma vida
curta
A quem desejaste
estar
toda uma vida longa
Eis que te encontro
e me perco
Meus pensamentos sem ponto
meu coração compassado.
Noturno sem ser
taciturno
Noturno na doce medida
de ser você...
e você sorri,
quando fala
quando cala e me diz
coisas que eu quis
ouvir
e todas as outras coisas
são ouvidas
quando vêm de você
porque há vida!
[em águas o fogo
não se apaga
se completa
e que a nossa vida
seja eterna
em fogo sobre águas...]
e o que era fim
se fez começo,
meio de uma história
para mim
de uma história para ti.
nos meus olhos
e diz nada
porque estes olhos
já o dizem tudo
e você me abraça
onde não há abraços
para envolver,
porque chegaste
onde a névoa
encobria o frio...
Envolvida estou
por palavras e gestos.
Por pessoa.
Envolvida estou,
por você
meu amor...
A quem esperaste
toda uma vida
curta
A quem desejaste
estar
toda uma vida longa
Eis que te encontro
e me perco
Meus pensamentos sem ponto
meu coração compassado.
Noturno sem ser
taciturno
Noturno na doce medida
de ser você...
e você sorri,
quando fala
quando cala e me diz
coisas que eu quis
ouvir
e todas as outras coisas
são ouvidas
quando vêm de você
porque há vida!
[em águas o fogo
não se apaga
se completa
e que a nossa vida
seja eterna
em fogo sobre águas...]
e o que era fim
se fez começo,
meio de uma história
para mim
de uma história para ti.
11.09.2006
...contínua...
Envolva-me pela alma
com o seu cheiro
que exala
nas batidas do meu peito.
Envolva-me pelos beijos,
acalantos e palavras
caia sobre mim
como uma cachoeira que deságua.
Diga-me que já sou sua
pelo encanto que amarra
o nosso amor puro
sem pecado que abale.
Diga-me...
Diga-me que calores
não queimam,
satisfazem
sou apenas sua
corpo e alma que invadem
Envolva-me em
seus braços
aperte-me contra
seu corpo
sinta meus arrepios
como se fossem
a esperada brisa
temos um ao outro
no mais, só carícias...
[continua]
com o seu cheiro
que exala
nas batidas do meu peito.
Envolva-me pelos beijos,
acalantos e palavras
caia sobre mim
como uma cachoeira que deságua.
Diga-me que já sou sua
pelo encanto que amarra
o nosso amor puro
sem pecado que abale.
Diga-me...
Diga-me que calores
não queimam,
satisfazem
sou apenas sua
corpo e alma que invadem
Envolva-me em
seus braços
aperte-me contra
seu corpo
sinta meus arrepios
como se fossem
a esperada brisa
temos um ao outro
no mais, só carícias...
[continua]
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