Quando se é criança, a nação é composta de duas pessoas e, no mais, por forasteiros que insistem em invadir as fronteiras dessa nação. No início, a sua nação é tudo aquilo que você pode ver e definir.
O que fazer quando a nação a que se referencia não lhe reconhece? - o mundo todo e todo o resto serão para sempre os juízes de qualidade do que se deixou de reconhecer ante a nação.
11.26.2008
11.16.2008
Ooops...
Concentro-me para a próxima leitura. Sinto um alívio por estar acrescentando algo à minha vida, ainda que a leitura não seja das mais agradáveis. Volto, enfim, ao lugar de onde não deveria ter saído.
Tudo é muito mais simples. As cores são exatamente como os meus olhos as vêem. E eu sou somente o que eu quero ser. Uma vez para cada dia. Não é preciso fixar, não é preciso colar. Os clichês preenchem os espaços de tédio e pouca criatividade, e é isso que move a sua vida.
Concentro-me para o que me dará um futuro nobre: minha mente. Sempre estou aquém de um limiar que é abstrato.
Sinto-me confortável dentro de mim, tao confortável que posso dançar o que quiser que não parecerei ridícula. As arestas não machucam tanto quando reverbero dentro de mim.
Ooops... O caminho de volta não foi fácil. Acreditar novamente é um passo a frente ou para trás, basta saber com o que lidar da próxima vez.
Tudo é bastante simples. Todo mundo sempre tem algo a dizer e a fazer valer o que é dito. À compelir o que pode ser vivido. E se tudo fosse impulso?
Concentro-me em minhas músicas. Aqueles sons da madrugada. Aqueles momentos nostálgicos. Aquilo que poderia ser vivido. Concentro-me mais profundamente e acabo por chegar em mim mesma. Acabo por arredondar o inquebrável e retornar a mim.
Oh, e sempre existirá tudo aquilo a que se perguntar... senão você seria uma ameba irracional. E sempre existirá tudo aquilo a se desejar dizer, porque isso significa evoluir.
E eu não sei nada. Não sei pensar. Não sei viver. Mas, voltei a saber de mim.
Tudo é muito mais simples. As cores são exatamente como os meus olhos as vêem. E eu sou somente o que eu quero ser. Uma vez para cada dia. Não é preciso fixar, não é preciso colar. Os clichês preenchem os espaços de tédio e pouca criatividade, e é isso que move a sua vida.
Concentro-me para o que me dará um futuro nobre: minha mente. Sempre estou aquém de um limiar que é abstrato.
Sinto-me confortável dentro de mim, tao confortável que posso dançar o que quiser que não parecerei ridícula. As arestas não machucam tanto quando reverbero dentro de mim.
Ooops... O caminho de volta não foi fácil. Acreditar novamente é um passo a frente ou para trás, basta saber com o que lidar da próxima vez.
Tudo é bastante simples. Todo mundo sempre tem algo a dizer e a fazer valer o que é dito. À compelir o que pode ser vivido. E se tudo fosse impulso?
Concentro-me em minhas músicas. Aqueles sons da madrugada. Aqueles momentos nostálgicos. Aquilo que poderia ser vivido. Concentro-me mais profundamente e acabo por chegar em mim mesma. Acabo por arredondar o inquebrável e retornar a mim.
Oh, e sempre existirá tudo aquilo a que se perguntar... senão você seria uma ameba irracional. E sempre existirá tudo aquilo a se desejar dizer, porque isso significa evoluir.
E eu não sei nada. Não sei pensar. Não sei viver. Mas, voltei a saber de mim.
Comparações
À medida que comparamos alguém com uma terceira pessoa desejamos inconscientemente que ela fosse, em algum momento, em alguma qualidade, como essa pessoa. Como um pensamento ligeiramente perdido, como uma saudade pelo que nunca aconteceu – um sonho precisamente encadeado -, desejamos mostrar a quem é comparado que ele pode ser melhor – segundo a sua ótica. E, por isso, tenho em mente que comparações ensejam uma humilhação imperdoável.
É assim que eu me sinto toda vez que eu sou comparada com outra pessoa. Imagino que a pessoa que me compara deseja que eu seja como o parâmetro que é utilizado na ação. Sinto-me profundamente humilhada, especialmente estando anos-luz à frente deste tal parâmetro.
Na verdade, buscamos sempre as facilidades já vividas sem os problemas vivenciados. Daí que eu posso concluir o motivo de se engendrarem comparações.
É assim que eu me sinto toda vez que eu sou comparada com outra pessoa. Imagino que a pessoa que me compara deseja que eu seja como o parâmetro que é utilizado na ação. Sinto-me profundamente humilhada, especialmente estando anos-luz à frente deste tal parâmetro.
Na verdade, buscamos sempre as facilidades já vividas sem os problemas vivenciados. Daí que eu posso concluir o motivo de se engendrarem comparações.
11.09.2008
delicate*
We might kiss when we are alone
When nobody's watching
We might take it home
We might make out when nobody's there
It's not that we're scared
It's just that it's delicate
So why do you fill my sorrow
With the words you've borrowed
From the only place you've known
And why do you sing Hallelujah
If it means nothing to you
Why do you sing with me at all?
We might live like never before
When there's nothing to give
Well how can we ask for more
We might make love in some sacred place
The look on your face is delicate
So why do you fill my sorrow
With the words you've borrowed
From the only place you've known
And why do you sing Hallelujah
If it means nothing to you
Why do you sing with me at all?
So why do you fill my sorrow
With the words you've borrowed
From the only place you've known
And why do you sing Hallelujah
If it means nothing to you
Why do you sing with me at all?
*damienrice
When nobody's watching
We might take it home
We might make out when nobody's there
It's not that we're scared
It's just that it's delicate
So why do you fill my sorrow
With the words you've borrowed
From the only place you've known
And why do you sing Hallelujah
If it means nothing to you
Why do you sing with me at all?
We might live like never before
When there's nothing to give
Well how can we ask for more
We might make love in some sacred place
The look on your face is delicate
So why do you fill my sorrow
With the words you've borrowed
From the only place you've known
And why do you sing Hallelujah
If it means nothing to you
Why do you sing with me at all?
So why do you fill my sorrow
With the words you've borrowed
From the only place you've known
And why do you sing Hallelujah
If it means nothing to you
Why do you sing with me at all?
*damienrice
11.08.2008
Pois é,
Existem duas categorias de ignorados:
- Aqueles que desconhecem que existe vida fora de sua bolha de pesar pela prosperidade alheia.
- Aqueles que pela obviedade com que percebem o mundo são incompreensíveis pela maior parte dos medianos.
... e temos convivido com ambos.
- Aqueles que desconhecem que existe vida fora de sua bolha de pesar pela prosperidade alheia.
- Aqueles que pela obviedade com que percebem o mundo são incompreensíveis pela maior parte dos medianos.
... e temos convivido com ambos.
11.06.2008
precoce
Gosto quando chove, me deixa mais feliz. Me deixa com vontade de conhecer mais gente e ser menos rabugenta. Gosto quando chove, porque volto no tempo, no tempo onde ainda podia segurar nas mãos dos meus pais sem sentir-me inquietada.
Gosto de dormir ouvido o barulho da chuva batendo em qualquer lugar... sinfonia e canção de ninar.
Gosto quando chove porque as coisas ficam mais cinzentas e eu mais colorida... o calor me afeta os pensamentos e o sol escurece minha amplitude.
Gosto quando chove, porque me brota uma inspiração: turbilhão de palavras explodindo em pensamentos completamente desordenados.
Gosto quando chove, porque isto revigora meus sonhos e estimula a continuar me buscando... é infindável!
Gosto quando chove e o vento bate na janela, cantarolando músicas que parecem saídas de filmes do Hitchcock. Gosto da chuva, porque o medo se dissipa e os filmes de terror se tornam meramente brinquedos para crianças crescidas.
Gosto quando chove, porque me lembro por que nunca cresci... por que insisto em ser tão adulta desde que nasci?
Gosto de dormir ouvido o barulho da chuva batendo em qualquer lugar... sinfonia e canção de ninar.
Gosto quando chove porque as coisas ficam mais cinzentas e eu mais colorida... o calor me afeta os pensamentos e o sol escurece minha amplitude.
Gosto quando chove, porque me brota uma inspiração: turbilhão de palavras explodindo em pensamentos completamente desordenados.
Gosto quando chove, porque isto revigora meus sonhos e estimula a continuar me buscando... é infindável!
Gosto quando chove e o vento bate na janela, cantarolando músicas que parecem saídas de filmes do Hitchcock. Gosto da chuva, porque o medo se dissipa e os filmes de terror se tornam meramente brinquedos para crianças crescidas.
Gosto quando chove, porque me lembro por que nunca cresci... por que insisto em ser tão adulta desde que nasci?
hoje me deu vontade de ser serial-killer
Como as pessoas não conseguem pensar no mais óbvio dos caminhos, na mais óbvia evolução? Esquecem-se de que somos constantemente expostos à seleção natural e que, no mais previsível dos segundos, somos colocados à prova para que o nosso entendimento renasça.
Hoje, na fila no banco, me deu vontade de ser serial-killer...
Mas, o que seria do mundo se não houvessem conflitos?
- Seria terra de pseudo-intelectuais forjando o seu próprio entendimento.
Hoje, na fila no banco, me deu vontade de ser serial-killer...
Mas, o que seria do mundo se não houvessem conflitos?
- Seria terra de pseudo-intelectuais forjando o seu próprio entendimento.
Por tudo o que estiver para acontecer
Decidi que o tempo depende de mim mesma. O mais óbvio dos ditados populares é o mais sensato. Decidi que preciso dizer tudo o quanto antes, ainda que o que ocupa maior parte neste tudo não consegue sair... este tudo exala através do meu rosto, do meu mau-humor constante e da vontade de não ser mais parte.
Decidi que o que havia para ser encontrado já foi. Aconteceu como eu havia previsto, imaginado... sonhado. Decidi que agora o que se segue não depende somente de mim, mas de você também. Somos dependentes um do outro, mas nossas vidas seguirão seguramente se houvermos de nos separar.
- Desculpe-me pelo pessimismo. Eu penso demais! Eu penso em todas as possibilidades plausíveis que, por ventura, venham a se situar no meio de nós dois. Desculpe-me pelas minhas inseguranças. Temo em lhe perder exatamente pela minha paradoxal racionalidade dionisíaca. Temo em lhe perder para o meu maior medo: enlouquecer como aquela paciente da Lygia Clark.
- Porra!
- Que foi? Desistindo? Temo por muita coisa. Temo que a admiração que tem por mim se esvaia quando eu sentar e chorar porque meu cabelo não fica como eu gosto. Temo que me ache fútil, porque quero ter meus luxos... E perco tanto tempo com minhas insanidades que, por vezes, esqueço-me que sou para você aquilo que és para mim... E lhe roubei tão bem roubado tal como Janete Jane... [isso foi para lhe imitar e não tornar tudo tão comum e piegas...]
- hehe.
Decidi que o que havia para ser encontrado já foi. Aconteceu como eu havia previsto, imaginado... sonhado. Decidi que agora o que se segue não depende somente de mim, mas de você também. Somos dependentes um do outro, mas nossas vidas seguirão seguramente se houvermos de nos separar.
- Desculpe-me pelo pessimismo. Eu penso demais! Eu penso em todas as possibilidades plausíveis que, por ventura, venham a se situar no meio de nós dois. Desculpe-me pelas minhas inseguranças. Temo em lhe perder exatamente pela minha paradoxal racionalidade dionisíaca. Temo em lhe perder para o meu maior medo: enlouquecer como aquela paciente da Lygia Clark.
- Porra!
- Que foi? Desistindo? Temo por muita coisa. Temo que a admiração que tem por mim se esvaia quando eu sentar e chorar porque meu cabelo não fica como eu gosto. Temo que me ache fútil, porque quero ter meus luxos... E perco tanto tempo com minhas insanidades que, por vezes, esqueço-me que sou para você aquilo que és para mim... E lhe roubei tão bem roubado tal como Janete Jane... [isso foi para lhe imitar e não tornar tudo tão comum e piegas...]
- hehe.
11.05.2008
conversas na sala de estar
Um dia sonhei em dizer coisas para chocar a sala de estar; somente para chocar e ver os olhares de quem nunca viu novidade.
Um dia quis chocar a sala de estar: escutava alice in chains durante o dia do meu aniversário e, na hora do “parabéns pra você”, “ousei” colocar porcelain do rhcp... Tudo muito chocante para quem está acostumado às molduras...
Um dia descobri que para chocar a sala de estar bastava que ela ficasse muda, estática. Descobri que não era preciso mergulhar em melancolias musicais ou me vestir de acordo com o que seria contrário ao que estava dentro das molduras. Descobri que era preciso somente ser eu mesma e convencionar somente a mim meus próprios padrões.
Um dia quis chocar a sala de estar: escutava alice in chains durante o dia do meu aniversário e, na hora do “parabéns pra você”, “ousei” colocar porcelain do rhcp... Tudo muito chocante para quem está acostumado às molduras...
Um dia descobri que para chocar a sala de estar bastava que ela ficasse muda, estática. Descobri que não era preciso mergulhar em melancolias musicais ou me vestir de acordo com o que seria contrário ao que estava dentro das molduras. Descobri que era preciso somente ser eu mesma e convencionar somente a mim meus próprios padrões.
guess I'm not a dancer
It’s about to be raining but I’m not sure whether is today or any other day along. I long I could finally find a path where I could flow through myself and my pushing-ups.
It’s about to be a morning light in few minutes from now. I’m sure that is coming about to show who is really devoted.
No one could ever tell anybody what one’s supposed to do. No one could ever find out what is that ones feeling above.
I could dance all through the night a strange rhythm or the sweetest lullaby. But, I’m not a dancer. I could play whatever it passes me by, still I won’t be a faker.
It’s about to be coming what’s deserved. But, I’m waiting for it reasonably. I know for the rest of the world I’m the sensitive girl… but, is that I’m willing for?
It’s about to be a morning light in few minutes from now. I’m sure that is coming about to show who is really devoted.
No one could ever tell anybody what one’s supposed to do. No one could ever find out what is that ones feeling above.
I could dance all through the night a strange rhythm or the sweetest lullaby. But, I’m not a dancer. I could play whatever it passes me by, still I won’t be a faker.
It’s about to be coming what’s deserved. But, I’m waiting for it reasonably. I know for the rest of the world I’m the sensitive girl… but, is that I’m willing for?
11.04.2008
Ignora-se o que não se sabe fazer em vez de buscar soluções que estão ao alcance. Ignora-se o saber lidar, porque é impossível parar, resignar-se e seguir em frente. Ignora-se o querer saber o que se passa, porque já se passou tanta coisa que não cabe em si nada mais. Ignora-se o entender, porque é mais fácil ignorar e fingir que tudo segue o curso a que cabe cada coisa.
Ignora-se que houve um momento em que as coisas não eram ignoradas, em que se insistiu para seguir adiante, dentro das possibilidades imediatas. Ignora-se que houve vida atrás de espelhos disformes e de comparações nunca fundamentadas...
Ignora-se que houve um momento em que as coisas se desencontraram e que figuras pictóricas clássicas foram re-engendradas. Ignora-se sempre o que se existe e passa-se a viver o que se imagina, o que se pode manipular.
Ignora-se que por um instante o que esteve distante era o mais próximo e todos os recursos eram direcionados para o tal distante. Ignora-se se havia um mundo que, por ventura, não sabia para onde olhar. Ignorou-se que havia algo a ser acalentado e o pouco que restava de energia era guardado para manter a inércia usual.
E houve alguém que se disse ignorado...
Ignora-se que houve um momento em que as coisas não eram ignoradas, em que se insistiu para seguir adiante, dentro das possibilidades imediatas. Ignora-se que houve vida atrás de espelhos disformes e de comparações nunca fundamentadas...
Ignora-se que houve um momento em que as coisas se desencontraram e que figuras pictóricas clássicas foram re-engendradas. Ignora-se sempre o que se existe e passa-se a viver o que se imagina, o que se pode manipular.
Ignora-se que por um instante o que esteve distante era o mais próximo e todos os recursos eram direcionados para o tal distante. Ignora-se se havia um mundo que, por ventura, não sabia para onde olhar. Ignorou-se que havia algo a ser acalentado e o pouco que restava de energia era guardado para manter a inércia usual.
E houve alguém que se disse ignorado...
11.03.2008
Se um dia houver de não nos encontrarmos mais como acontece hoje, por favor eu lhe peço para que sorria como em todos os dias em que esteve ao meu lado. Imagino ser este seu sorriso a mais profunda alegria em saber que existe alguém a lhe apoiar em todos os momentos em que você respirar – e não estou sendo egocêntrica.
Peço-lhe ainda que mantenha juntinho de você este desejo de conquistar o mundo com seu saber e sua experiência e que não acredite nunca no que os personagens costumam dizer, porque em novelas tudo acaba – aparentemente – bem e dentro de um tubo.
E eu sou quase um ser inexistente, que não cabe em si de tanto pessimismo – mas, penso eu, devemos colocar todas as possibilidades que venham, por ventura, aparecer diante de nós.
E a cada segundo que olho para o lado, quero estar com essa pessoa que move o mundo a imaginar sempre no melhor que podemos oferecer a nós mesmos. E a cada segundo, aprendo tantas coisas e quantas coisas quero saber...
Se um dia houver de nos adentrarmos ainda mais, estarei profundamente dentro que nem mesmo o absoluto pessimismo conseguirá me retirar deste lugar.
Peço-lhe ainda que mantenha juntinho de você este desejo de conquistar o mundo com seu saber e sua experiência e que não acredite nunca no que os personagens costumam dizer, porque em novelas tudo acaba – aparentemente – bem e dentro de um tubo.
E eu sou quase um ser inexistente, que não cabe em si de tanto pessimismo – mas, penso eu, devemos colocar todas as possibilidades que venham, por ventura, aparecer diante de nós.
E a cada segundo que olho para o lado, quero estar com essa pessoa que move o mundo a imaginar sempre no melhor que podemos oferecer a nós mesmos. E a cada segundo, aprendo tantas coisas e quantas coisas quero saber...
Se um dia houver de nos adentrarmos ainda mais, estarei profundamente dentro que nem mesmo o absoluto pessimismo conseguirá me retirar deste lugar.
11.01.2008
CCPL, Dingle e Bonsucesso...
Pareço ter ainda cinco anos quando está por perto. Cinco anos na alegria que me motivava a ter, como melhores amigas, CCPL, Dingle e Bonsucesso. Cinco anos na possibilidade de ir de um batente a outro somente pela força do meu pensamento; cinco anos nas coreografias mais do que sincronizadas com a música que toca enquanto brincamos de lutinhas...
Cinco anos quando começo a rir sem algum sentido e você me acompanha, porque compreende a “razão” da crise de risos...
Cinco anos quando eu sinto o nevoeiro feito de algodão doce e as nuvens que dizem alguma coisa assim que a luz se apaga e vamos dormir.
Cinco anos quando eu realizo o meu sonho de ser teddy bear por uma noite e dividi-lo com a sua cobertinha especial.
Pareço ainda ter cinco anos, porque ainda tenho sonhos de uma vida em que eu não tenha que me espetar. Cinco anos porque você tem cinco anos e temos uma eternidade a aproveitar...
Cinco anos quando começo a rir sem algum sentido e você me acompanha, porque compreende a “razão” da crise de risos...
Cinco anos quando eu sinto o nevoeiro feito de algodão doce e as nuvens que dizem alguma coisa assim que a luz se apaga e vamos dormir.
Cinco anos quando eu realizo o meu sonho de ser teddy bear por uma noite e dividi-lo com a sua cobertinha especial.
Pareço ainda ter cinco anos, porque ainda tenho sonhos de uma vida em que eu não tenha que me espetar. Cinco anos porque você tem cinco anos e temos uma eternidade a aproveitar...
10.31.2008
Dear me,
When you wake up tomorrow it won’t be late afternoon or even there’ll be a morning sun. You could have it all, but you must come back soon.
Then you replace the thoughts on the paper and take up books for later… then, you figure out everyone else – those that can think – have the same situation under their feet.
So, can you imagine what’s all about? Or, could you be waiting for a little while? There are many reasons in this world that you can’t figure, but there’s an only one for you to be breathing.
“Dance like no one’s watching” is the name of a song. But I can’t remember who is the singer or was it for…
Every quote has a circle note… and the most ones lead to its own hole.
And there’s no meaning on what is just written. Words keep on coming easily, I just put them together as the Dadaists…
Then you replace the thoughts on the paper and take up books for later… then, you figure out everyone else – those that can think – have the same situation under their feet.
So, can you imagine what’s all about? Or, could you be waiting for a little while? There are many reasons in this world that you can’t figure, but there’s an only one for you to be breathing.
“Dance like no one’s watching” is the name of a song. But I can’t remember who is the singer or was it for…
Every quote has a circle note… and the most ones lead to its own hole.
And there’s no meaning on what is just written. Words keep on coming easily, I just put them together as the Dadaists…
10.30.2008
Mirror, mirror
Never tell us the truth
Mirror, mirror
Never wonder why
Shouldn’t we live for good?
Painless decisions, just
Show how it’s cold
Outside.
Painless decisions never
Brought anything
New… for now.
Running to the sun
And starting to rewind
The rolls.
Running to the sun
Believing it’s possible
to roam for a while
it’s cold, it’s cold
and I’m attached to bones
scroll scroll, it’s a ghost
and I’m fulfilled now…
Never tell us the truth
Mirror, mirror
Never wonder why
Shouldn’t we live for good?
Painless decisions, just
Show how it’s cold
Outside.
Painless decisions never
Brought anything
New… for now.
Running to the sun
And starting to rewind
The rolls.
Running to the sun
Believing it’s possible
to roam for a while
it’s cold, it’s cold
and I’m attached to bones
scroll scroll, it’s a ghost
and I’m fulfilled now…
“time is contagious… everyone is getting old…”*
Take a look at yourself, you won’t find anything new. All your thoughts and believes have remained the same. Somehow, part of your life you passed fearing those thoughts and those believes, after all we never ask for them to come. Somehow, you spent most of the significant seconds trying to build a way out of yourself.
Take another look at yourself. Probably, you won’t ever find a way out of you… at least, you’ve already figured out how to deal with this… or, perhaps, you’ll take a lifetime considering all the signs and building runaways to stand still and with your feet on the ground… [oh, just let me fly on my thoughts]
Always whisper the true, what you think is the most wanted true: all the things philosophers said is kept inside of you… [each one has ones time, ones true…]
In the end, everything has added up a little whether you keep closer than your picture. In the end, you’ll be like yourself if you’d lived under your thoughts…
Oh, let me know how
I could be that tall
And reach myself
Oh, let me grow old
Inside, as if my face
Never resign
The pain to stand
Always still
Oh, let all these things
Behind
Pass us by
With storm weather
Lights
Oh, just let me know
Let me know
Should I
Take off and blow?
As a supernova,
The brightest light ever
As the star I imagined,
The only thing to dare…
* coconut skins, damien rice (oh yeah… again)
Take another look at yourself. Probably, you won’t ever find a way out of you… at least, you’ve already figured out how to deal with this… or, perhaps, you’ll take a lifetime considering all the signs and building runaways to stand still and with your feet on the ground… [oh, just let me fly on my thoughts]
Always whisper the true, what you think is the most wanted true: all the things philosophers said is kept inside of you… [each one has ones time, ones true…]
In the end, everything has added up a little whether you keep closer than your picture. In the end, you’ll be like yourself if you’d lived under your thoughts…
Oh, let me know how
I could be that tall
And reach myself
Oh, let me grow old
Inside, as if my face
Never resign
The pain to stand
Always still
Oh, let all these things
Behind
Pass us by
With storm weather
Lights
Oh, just let me know
Let me know
Should I
Take off and blow?
As a supernova,
The brightest light ever
As the star I imagined,
The only thing to dare…
* coconut skins, damien rice (oh yeah… again)
10.27.2008
a necessidade materializada: o ideal sob a forma estética
Oh, essa busca incessante pelo passado, onde tudo parece revelar a magia de nunca se ter vivido situação parecida. Ou, ainda, como aquelas pessoas conseguiam viver diante do caráter “rudimentar” de suas ferramentas cotidianas. É um constante admirar-se pelo o que não pode ser revisto, porque, diante de resquícios, podemos recriar o passado envolvendo-o de magia.
E tais resquícios, objetos de outrora, somente são fruto da necessidade daquelas pessoas; são aquilo que elas pensaram para melhorar as suas vidas e se atingir um ideal de perfeição. Eis a estética.
A estética é a interpretação do modo pelo qual se chegou a tal elemento, e de que aspectos filosóficos ele foi composto. Em resumo: os resquícios representavam a necessidade saciada – como, por exemplo, na falta de pêlos, o uso de peles de caça – e revelam, assim, a maneira peculiar pela qual cada grupo social saciava esta necessidade.
A maneira de enxergar o mundo subsiste em um único fator: precisamos sobreviver e, dentro de nossos limites, o que podemos fazer para prolongar a nossa sobrevivência? Como poderemos otimizar o que temos a nosso favor?
Assim, nascem as necessidades paralelas. Conhecer o que não está a nosso alcance e, até mesmo, entender os motivos banais por que um objeto de outrora ainda permanece. Acredito que ele permanece porque conseguimos relacioná-lo à magia tendo, por base, um fundamento legitimado. Acredito que ele permanece por conta dos ideais que representou e, por conseguinte, de sua estética peculiar de formalizar uma necessidade, seja ela alimentar ou de lazer. Alimentar, necessidade básica. De lazer, devido ao fato de que, mesmo nos instantes em que o ócio parece inevitável, procuramos algo para nos distanciarmos das atividades cotidianas.
Neste caso, a estética – e tudo mais que ela abarca – consegue explicar por quê Juliano e Winckelmann – cada qual em sua época e com seus motivos – desejaram resgatar as manifestações artísticas da Grécia Antiga. Eles desejaram reviver o ideal de perfeição – podemos definir como estética – que os gregos clássicos transmitiram à suas obras.
Dentro deste princípio, acredito que o que se buscava com estas manifestações artísticas era o que estava por vir. Sim, na minha imaginação limitada, os gregos desejavam imprimir o futuro em suas obras. Se com os princípios estéticos da tragédia criou-se meios para se produzir a tragédia ideal, as demais obras de arte também revelavam isso. A partir da materialização destes ideais, a realidade seria melhor, porque, a partir daí, se teria modelos, ou melhor, ideais a serem buscados.
Portanto, o que Juliano e Winckelmann – e tantos outros – desejaram foi viver este ideal a partir das imagens que eles tinham dos gregos antigos. O que eles quiseram foi usar estas imagens como exemplo imediato, acredito eu, novamente, dentro da minha imaginação limitada. Entretanto, o que eu vejo dentro destes resgates é uma tentativa antecipadamente frustrada de reviver ideais a partir de uma percepção externa pré-concebida que, por sua vez, está deslocada temporalmente. Estes resgates partem de uma idéia de vida concebida por pessoas convivendo em um espaço particular – daí as necessidades e as maneiras peculiares de solucionar tais necessidades.
A estética pressupõe o ideal, a perfeição, daí, pode-se concluir, que o ideal e a perfeição são necessidades comuns aos seres humanos, entretanto, a maneira pela qual estes ideais se materializam revela as peculiaridades estéticas de cada grupo social.
E tais resquícios, objetos de outrora, somente são fruto da necessidade daquelas pessoas; são aquilo que elas pensaram para melhorar as suas vidas e se atingir um ideal de perfeição. Eis a estética.
A estética é a interpretação do modo pelo qual se chegou a tal elemento, e de que aspectos filosóficos ele foi composto. Em resumo: os resquícios representavam a necessidade saciada – como, por exemplo, na falta de pêlos, o uso de peles de caça – e revelam, assim, a maneira peculiar pela qual cada grupo social saciava esta necessidade.
A maneira de enxergar o mundo subsiste em um único fator: precisamos sobreviver e, dentro de nossos limites, o que podemos fazer para prolongar a nossa sobrevivência? Como poderemos otimizar o que temos a nosso favor?
Assim, nascem as necessidades paralelas. Conhecer o que não está a nosso alcance e, até mesmo, entender os motivos banais por que um objeto de outrora ainda permanece. Acredito que ele permanece porque conseguimos relacioná-lo à magia tendo, por base, um fundamento legitimado. Acredito que ele permanece por conta dos ideais que representou e, por conseguinte, de sua estética peculiar de formalizar uma necessidade, seja ela alimentar ou de lazer. Alimentar, necessidade básica. De lazer, devido ao fato de que, mesmo nos instantes em que o ócio parece inevitável, procuramos algo para nos distanciarmos das atividades cotidianas.
Neste caso, a estética – e tudo mais que ela abarca – consegue explicar por quê Juliano e Winckelmann – cada qual em sua época e com seus motivos – desejaram resgatar as manifestações artísticas da Grécia Antiga. Eles desejaram reviver o ideal de perfeição – podemos definir como estética – que os gregos clássicos transmitiram à suas obras.
Dentro deste princípio, acredito que o que se buscava com estas manifestações artísticas era o que estava por vir. Sim, na minha imaginação limitada, os gregos desejavam imprimir o futuro em suas obras. Se com os princípios estéticos da tragédia criou-se meios para se produzir a tragédia ideal, as demais obras de arte também revelavam isso. A partir da materialização destes ideais, a realidade seria melhor, porque, a partir daí, se teria modelos, ou melhor, ideais a serem buscados.
Portanto, o que Juliano e Winckelmann – e tantos outros – desejaram foi viver este ideal a partir das imagens que eles tinham dos gregos antigos. O que eles quiseram foi usar estas imagens como exemplo imediato, acredito eu, novamente, dentro da minha imaginação limitada. Entretanto, o que eu vejo dentro destes resgates é uma tentativa antecipadamente frustrada de reviver ideais a partir de uma percepção externa pré-concebida que, por sua vez, está deslocada temporalmente. Estes resgates partem de uma idéia de vida concebida por pessoas convivendo em um espaço particular – daí as necessidades e as maneiras peculiares de solucionar tais necessidades.
A estética pressupõe o ideal, a perfeição, daí, pode-se concluir, que o ideal e a perfeição são necessidades comuns aos seres humanos, entretanto, a maneira pela qual estes ideais se materializam revela as peculiaridades estéticas de cada grupo social.
sabia, eu não gosto de natais? não, não gosto. em mim, não existe a comoção a que todos almejam; não existe o propósito que se busca numa data como essa.
natais me deixam com falta de ar, com a responsabilidade de sempre dizer algo de bom e desejar que a vida melhore. entretanto, como aquilo que eu desejo para o outro poderá surtir efeito se este há muito desistiu de viver a vida? este outro usa o natal para dizer a si mesmo que ainda vive - esconde as tais razões por que desistiu - e que não está sozinho.
são muitos risos de nervosismo. sessões de auto-controle. abraços efusivos ao som de "Então é natal...".
eu não consigo me lembrar de quando deixei de gostar de natais, mas tenho certeza absoluta que tem algo a ver com o "ser sempre deixada para trás..."... será?
minhas sessões de auto-análise sempre me devolveram esta questão, de que isso teria a ver com o não-gostar de natais.
me lembro, ainda, de nunca ter acreditado em papai noel - resquícios de uma educação comunista -, mas isso nunca me fez falta. pelo menos, eu sempre acreditei nisso...
natais me deixam com falta de ar, com a responsabilidade de sempre dizer algo de bom e desejar que a vida melhore. entretanto, como aquilo que eu desejo para o outro poderá surtir efeito se este há muito desistiu de viver a vida? este outro usa o natal para dizer a si mesmo que ainda vive - esconde as tais razões por que desistiu - e que não está sozinho.
são muitos risos de nervosismo. sessões de auto-controle. abraços efusivos ao som de "Então é natal...".
eu não consigo me lembrar de quando deixei de gostar de natais, mas tenho certeza absoluta que tem algo a ver com o "ser sempre deixada para trás..."... será?
minhas sessões de auto-análise sempre me devolveram esta questão, de que isso teria a ver com o não-gostar de natais.
me lembro, ainda, de nunca ter acreditado em papai noel - resquícios de uma educação comunista -, mas isso nunca me fez falta. pelo menos, eu sempre acreditei nisso...
10.23.2008
ajuda não é presencial. ajuda é querer saber, entender as razões por que se escolhe caminhos diferentes. ajuda não é padrão, não é insistir. ajuda é acolher depois do erro, aconselhar e empurrar de volta ao mundo.
família não é segredo. família não é ser um personagem. família é um dia de domingo ou uma fria tarde. família não se escolhe. família não recrimina, não balança a cabeça. família: nada está perdido. família não é aparência. família não é imposição... são abraços sempre presentes.
viver é se expor. viver é fazer. viver é se sentir parte de si. viver é correr rumo ao desconhecido e não em círculos. viver é conhecer o que se quer conhecer. viver é a festa em silêncio, o barulho da reflexão.
pelo menos, tenho vivido.
família não é segredo. família não é ser um personagem. família é um dia de domingo ou uma fria tarde. família não se escolhe. família não recrimina, não balança a cabeça. família: nada está perdido. família não é aparência. família não é imposição... são abraços sempre presentes.
viver é se expor. viver é fazer. viver é se sentir parte de si. viver é correr rumo ao desconhecido e não em círculos. viver é conhecer o que se quer conhecer. viver é a festa em silêncio, o barulho da reflexão.
pelo menos, tenho vivido.
y.#2

Uma pessoa assim não estava acostumada a ouvir a verdade de fato. Uma pessoa assim construiu uma barreira para que as pseudo-verdades e as pseudo-críticas não a atingisse. Uma pessoa assim não costuma dizer tudo na primeira vez, nem na segunda, nem na terceira... Tem medo de ser revelar e, por entre palavras, revelar que é uma aberração.
Uma pessoa assim foge daqueles que sempre têm o que dizer, daqueles que possuem um banco de dados cujos problemas convergem e são auto-solucionáveis. Fujo mesmo.
Uma pessoa assim é tão racional na medida em que sonhava encontrar alguém com que pudesse compartilhar ao menos os ideais mais óbvios.
Uma pessoa assim não aceita que digam que fulano é perfeito para ela. Desconfia na maior parte do tempo deste fulano, não daqueles que o dizem, por que quem me disse sempre teve a melhor das intenções. Por isso essa pessoa quase deixou que você passasse. Quase deixou que você também acreditasse ser impossível achar alguém que fosse nada além de um personagem.
Essa pessoa não é perfeita. Essa pessoa não se encaixava em nada do que havia sido vivenciado e, por conseguinte, fingia aceitar... afinal, a indiferença faz com que as pessoas acreditem que exista alguma importância – o maior erro? Que nada. A revelação de quem realmente desejava que eu fosse feliz.
Essa pessoa olhou para você como quem olha um holograma: o sonho materializado cuja existência dependia do quanto eu pudesse lhe encantar. Mas você não queria ser encantado. E eu, no meu nervosismo de querer que tudo ocorresse bem, quase estraguei tudo.
Essa pessoa achou que não seria possível tamanha semelhança. Achou que, em pouco tempo, as semelhanças se tornariam conflitos e a ilusão de que tudo era convergente seria banida.
Essa pessoa achou que nunca fosse capaz de cativar pelas esquisitices e peculiaridades, afinal nem todos se empolgam com mitologias e questões filosóficas. Nem todos desejam encontrar uma pessoa real.
Essa pessoa sempre desejou te carregar nos ombros – sim, eu consegui! – e levá-lo a lugares em que sempre desejou estar.
Essa pessoa olha para você querendo te proteger de si mesmo, te proteger do mundo que nunca esteve pronto para receber as nossas esquisitices.
Como uma pessoa assim consegue ser importante para a sua vida?
[risos]
Essa pessoa conseguiu se conhecer melhor por conta de seus conselhos. Essa pessoa compartilha até mesmo o silêncio. Essa pessoa está junto de você em todos os pontos inteligíveis e até mesmo na junção de nossos universos paralelos.
Essa pessoa ainda se irrita, mas já compreende que o melhor você quer que seja revelado de mim e eu retribuo com o melhor que pode ser revelado de você.
E dentro dessas melhores partes, temos compartilhamos o que realmente somos, o que transparecemos quando o nosso mundo desmorona. E não temos medo do que precisamos ser quando um precisar do outro.
Essa pessoa quer ter os ombros mais fortes que todos os dos deuses do Olimpo, para te carregar quando for preciso. Essa pessoa quer saber tudo o quanto seja possível da vida para lhe dar os melhores conselhos. Essa pessoa quer que você siga o seu caminho, ainda que, por ventura, este caminho seja melhor unicamente para você.
Essa pessoa quer encontrar o melhor lugar em seus braços para captar o tudo o quanto ainda resta saber para te deixar feliz quando está chateado.
Essa pessoa só quer que você seja feliz!
E, ainda que não exista mais nada, que não exista mais o interesse entre homem e mulher, eu vou querer que você seja feliz. Vou querer ouvir as suas idéias e peripécias dentro desta nova vida.
E, ainda que tudo se torne obscuro, que não exista mais solução... ainda que alguma interferência transmutada apareça, essa pessoa será o espectro que irá ajudar a seguir adiante... essa pessoa cujo coração há muito já havia sido sintonizado ao seu...
[no embalo: coconut skins, by damien rice]
10.22.2008
e caiu nesta página...
"pode-se depressa pensar no dia que passou. ou nos amigos que passaram e para sempre se perderam. mas é inútil esquivar-se: há o silêncio. mesmo o sofrimento pior, o da amizade perdida, é apenas fuga. pois se no começo o silêncio parece aguardar uma resposta [...] cedo se descobre que de ti ele nada exige, talvez apenas o teu silêncio. mas isto os da maçonaria sabem. quantas horas perdi na escuridão supondo que o silêncio te julga - como esperei em vão ser julgada por deus. surgem as justificações, trágicas, justificações forjadas, humildes desculpas até à indignidade. tão suave é para o ser humano enfim mostrar a sua indignidade e ser perdoado com a justificativa de que se é um ser humano humilhado de nascença[...]."
LISPECTOR, C. "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres"
LISPECTOR, C. "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres"
a realidade é óbvia

E nada é muito complexo. Complexo somente é para aqueles que somente reclamam e nada fazem; para aquele que nunca está feliz consigo mesmo.
E nada precisa ser tão racional. Ser racional a todo momento nos torna analíticos demais, pessimistas demais: somos muito jovens para achar que o sonho acabou – acabou sim, mas isso há mais de 30 anos com os Beatles... e nem éramos nascidos. Por isso que é nostálgico.
Já reparaste que nos sentimos nostálgicos, mas não sabemos definir o por quê? Basta que fiquemos a madrugada inteira ouvindo os hits que faziam a cabeça de nossos pais, assistindo aos desenhos que, outrora, nos faziam rir... olhando as fotos antigas onde, por mais paradoxal que seja, nos vemos e vemos os outros felizes. Exceto pelo fato de quando vemos pessoas que já se foram e que não tivemos algum contato...
E nada é muito complexo, posto que a realidade é óbvia. Uns se vão, outros vêm... outros permanecem... os demais são inquietos.
Tenho sido um tanto racional... envelhecimento precoce e acelerado durante os últimos quatro meses.
Às vezes me dá vontade de tantas coisas, quantas coisas que eu mesma nem sei. E essas vontades esvaziam a minha mente e eu vou me mergulhando na ignorância, porque não consigo pensar em nada. O tempo urge.
Às vezes ninguém se importa. Acho que taquei um pedregulho na cruz, chamei Zeus de viado e o profeta Maomé de maluco... e o Dalai Lama de preguiçoso... só podem ser essas coisas juntas... que mal foi esse que eu fiz?
E nada é muito complexo. As coisas são conseqüências e causas ao mesmo tempo, depende do seu ponto de vista. Eu posso ser tudo o que eu quero ser, não existe impedimento... as dificuldades é que permitirão que eu continue ou desista.
Eu posso ser tudo o que eu quero dentro da realidade apresentada. Olhar para o que parece complexo e tentar adaptar esta “complexidade” ao seu ideal de vida.
É por isso que nos sentimos nostálgicos, porque fizemos tudo o quanto podemos e, por ventura, não continuamos. Porque somos o ideal de nossos pais, tudo aquilo que eles não puderam ser – que o destino me livre de jogar esta responsabilidade em alguém. Porque quando somos crianças os nossos sonhos estão muito próximos e podem ser satisfeitos com uma ida ao parque, um episódio do Snoopy ou da Pantera Cor-de-Rosa, e muitas guloseimas...
10.15.2008
Já sentiste des-parte?
Des-parte é nunca poder fazer parte de algo cujo sentimento, a que se liga a esta coisa, é indiferente. Des-parte pode ser, também, aquilo por que se quer partir, sair do lugar. Des-parte pode ser, ainda, o ato contrário de partir, quebrar... como numa tentativa de colar uma forma que é peculiar àquele que remonta.
Des-parte é um espirro a plenos pulmões. Um espirro de quem não se preocupa com etiquetas ou que não quer ser delicado.
Des-parte é o coração batendo minutos antes de pular para dentro do vagão do trem que está quase partindo – “nossa, eu consegui!”
Des-parte: “desta parte eu desconvoco aquela que nunca deveria ter sido convocada. Aquela que já nasceu com a vida nas mãos. E fim de trato.”
Des-parte é um espirro a plenos pulmões. Um espirro de quem não se preocupa com etiquetas ou que não quer ser delicado.
Des-parte é o coração batendo minutos antes de pular para dentro do vagão do trem que está quase partindo – “nossa, eu consegui!”
Des-parte: “desta parte eu desconvoco aquela que nunca deveria ter sido convocada. Aquela que já nasceu com a vida nas mãos. E fim de trato.”
Whenever I picture myself far away, I feel like I have butterflies in my stomach. That sign means that is a good feeling.
Whenever I slide away from this place, I feel like I got some future – free, at last.
Whenever I try to shot my head, I feel like there is no reason why – I’m acting like a silly person.
Whenever I take a look around, I see frames all over and I see myself out of all of them…
Whenever I slide away from this place, I feel like I got some future – free, at last.
Whenever I try to shot my head, I feel like there is no reason why – I’m acting like a silly person.
Whenever I take a look around, I see frames all over and I see myself out of all of them…
10.13.2008
devorada por formigas
a esta hora: uma banda da bunda está com um calombo inusitado. as formigas me devoram. estou com medo de acordar amanhã com a bochecha inchada de novo. me disseram que o melhor antídoto provém do veneno. engraçado, tenho acreditado nisso piamente: o melhor antídoto provém do veneno - original.
a esta altura: uns mosquitinhos zoam em meus ouvidos. irritante é pouco, mas pelo menos é uma forma deles mostrarem que existem, pelo menos pros seus pares, já que flutuam de um lado para o outro. o barulho só existe para nós, que não somos parte. para quem se entende, é apenas sinfonia.
a esta altura: a baba foge. falo da maneira mais chiada do que de costume. chia-se mais do que se realmente quer ouvir. silencio... é melhor.
a esta altura: o futuro acontece e vejo que realmente não dependo mais. imagens existem para quem quer se manter. eu quero prosseguir.
a esta altura: planos coletivos, a fim de segurar o que se esvai... o que nunca se teve. de cima para baixo, do contrário para o avesso: paradoxais ambulantes... devorada por formigas...
o melhor antídoto é o próprio veneno.
a esta altura: uns mosquitinhos zoam em meus ouvidos. irritante é pouco, mas pelo menos é uma forma deles mostrarem que existem, pelo menos pros seus pares, já que flutuam de um lado para o outro. o barulho só existe para nós, que não somos parte. para quem se entende, é apenas sinfonia.
a esta altura: a baba foge. falo da maneira mais chiada do que de costume. chia-se mais do que se realmente quer ouvir. silencio... é melhor.
a esta altura: o futuro acontece e vejo que realmente não dependo mais. imagens existem para quem quer se manter. eu quero prosseguir.
a esta altura: planos coletivos, a fim de segurar o que se esvai... o que nunca se teve. de cima para baixo, do contrário para o avesso: paradoxais ambulantes... devorada por formigas...
o melhor antídoto é o próprio veneno.
10.08.2008
Questões filosóficas em orbitais de pouca obviedade
Lutei contra tudo e todos que me diziam que eu deveria seguir a Filosofia. A razão para a luta era – e continua sendo – a que, a meu ver, para ser filósofo, é preciso ter uma grande idéia; é preciso conhecer a si mesmo ao ponto de entender o pensamento humano.
... Mas, aí é que reside a grande questão: aquilo era escrever sobre obviedades, nenhuma grande idéia brotaria dali, afinal tenho tentado há muito conhecer a mim mesma.
O meu primeiro contato com um grande filósofo aconteceu quando eu tinha uns 16 anos, em uma aula de Literatura. Quando meu professor me disse que as grandes idéias acerca da Antiguidade provinham dele, eu tive que “conhecê-lo”. O cara em questão era Aristóteles. Confesso que não tive muita paciência nesta leitura. E, confesso mais, não entendi muita coisa – comecei a me achar burra, burra demais (Ô Cride, fala pra mãe...). Porém, como eu adorava mitologia grega (e ainda adoro), achei que precisava encorpar mais o meu intelecto antes de me atrever a ler Aristóteles novamente – depois, um novo contato com o tio Aristóteles aconteceu na faculdade: inteligível apenas se nos transformarmos em gregos clássicos...
Voltando a querela filosófica...
Eu nunca tive uma grande idéia. Aliás, tenho penado bastante para que a minha incursão pelo universo filosófico não seja em vão.
Sim, às vezes tenho algumas idéias, mas elas são tão absurdas que não têm parâmetros em que eu possa fundamentar a minha tese... Não sei se acho isso bom ou ruim.
Longe de mim querer ser filósofa. Além dos aspectos orbitais, em que surgem apenas interpretações, resenhas e, no mais, re-interpretações sobre um dado assunto, ainda tem o fato de que se é para se fazer algo que seja realmente algo – para mim. (resultado de uma breve análise sobre a atualidade: círculos, órbitas, interpretações acerca do espirro... hmmm, boa questão.)
Que seja o óbvio, mas que este óbvio se encontre em alguns escritos – por favor – para que eu legitime as minhas indagações sobre obviedades...
E segue a programação normal.
... Mas, aí é que reside a grande questão: aquilo era escrever sobre obviedades, nenhuma grande idéia brotaria dali, afinal tenho tentado há muito conhecer a mim mesma.
O meu primeiro contato com um grande filósofo aconteceu quando eu tinha uns 16 anos, em uma aula de Literatura. Quando meu professor me disse que as grandes idéias acerca da Antiguidade provinham dele, eu tive que “conhecê-lo”. O cara em questão era Aristóteles. Confesso que não tive muita paciência nesta leitura. E, confesso mais, não entendi muita coisa – comecei a me achar burra, burra demais (Ô Cride, fala pra mãe...). Porém, como eu adorava mitologia grega (e ainda adoro), achei que precisava encorpar mais o meu intelecto antes de me atrever a ler Aristóteles novamente – depois, um novo contato com o tio Aristóteles aconteceu na faculdade: inteligível apenas se nos transformarmos em gregos clássicos...
Voltando a querela filosófica...
Eu nunca tive uma grande idéia. Aliás, tenho penado bastante para que a minha incursão pelo universo filosófico não seja em vão.
Sim, às vezes tenho algumas idéias, mas elas são tão absurdas que não têm parâmetros em que eu possa fundamentar a minha tese... Não sei se acho isso bom ou ruim.
Longe de mim querer ser filósofa. Além dos aspectos orbitais, em que surgem apenas interpretações, resenhas e, no mais, re-interpretações sobre um dado assunto, ainda tem o fato de que se é para se fazer algo que seja realmente algo – para mim. (resultado de uma breve análise sobre a atualidade: círculos, órbitas, interpretações acerca do espirro... hmmm, boa questão.)
Que seja o óbvio, mas que este óbvio se encontre em alguns escritos – por favor – para que eu legitime as minhas indagações sobre obviedades...
E segue a programação normal.
10.07.2008
hoje: cansada e enjoada
"Seja como for, o vocábulo livre siginifica o que não é necessário sob relação alguma, o que independe de toda razão suficiente. Pudesse semelhante atributo convir à vontade humana, indicaria isso que uma vontade individual, nas suas manifestações externas, não é determinada por nenhum motivo nem por razões de qualquer espécie, dado que, em caso contrário, a conseqüência resultante de determinada razão, seja essa da espécie que for, intervindo sempre segundo uma lei de necessidade absoluta, os seus atos não seriam livres mas sim constrangidos por necessidade."
SCHOPENHAUER, A.
"O Livre Arbítrio"
(p. 159)
SCHOPENHAUER, A.
"O Livre Arbítrio"
(p. 159)
10.06.2008
.o silêncio é meu.
O silêncio incomoda a quem não o presencia. O silêncio não diz nada para aqueles que não o subentendem. O silêncio é frescura para quem prefere ignorar os conflitos; o silêncio é muito bom para quem quer viver a fantasia.
Entretanto, a fantasia é boa quando é compartilhada. Entretanto, o silêncio é ouro para quem guarda o melhor momento para que se possa revelar.
O silêncio é mentira para quem não sabe concordar. O silêncio é verdade para quem entende o olhar de quem permanece em silêncio – não se é pedido para concordar, mas para compreender que aquilo é reação interiorizada prevendo o crescimento.
Entretanto, crescimento para trás não existe. Entretanto, interiorizar a dor é burrice.
O silêncio é ambigüidade: para quem existe é tudo, para quem vive (personagens) significa nada. O silêncio é cor para quem fundamenta suas razões com base em fatos reais. O silêncio é o p&b distorcido para quem não quer se prender.
Entretanto, presa é aquele que considera-se parte de algo a que remeta representação. Entretanto, p&b pode ser o colorido por que muita gente esperava.
O silêncio é a parte ignorada. O silêncio constrói os mitos em cima de mortais. O silêncio é concordata de trusts petrolíferos – aquilo que todos previram, mas que nunca deve chegar. O silêncio é o nunca poder correr em sonhos.
Entretanto, a corrida gera fadiga para quem não treina. Entretanto, os sonhos são tudo aquilo que podemos alcançar enquanto pessoas reais.
O silêncio é a realidade. O silêncio é a representação não representada: uma maneira de entrar no quadro sem adaptar-se à moldura. O silêncio é a amizade de cúmplices no olhar. O silêncio é a ajuda que poucos sabem dar. O silêncio é esquecido.
Entretanto, o esquecer é porque houve de lembra-se um dia. Entretanto, o esquecer pode ser o incômodo de nunca levantar-se: o problema já não é mais aquele, mas julgar-se incapaz...
O silêncio é meu.
Entretanto, a fantasia é boa quando é compartilhada. Entretanto, o silêncio é ouro para quem guarda o melhor momento para que se possa revelar.
O silêncio é mentira para quem não sabe concordar. O silêncio é verdade para quem entende o olhar de quem permanece em silêncio – não se é pedido para concordar, mas para compreender que aquilo é reação interiorizada prevendo o crescimento.
Entretanto, crescimento para trás não existe. Entretanto, interiorizar a dor é burrice.
O silêncio é ambigüidade: para quem existe é tudo, para quem vive (personagens) significa nada. O silêncio é cor para quem fundamenta suas razões com base em fatos reais. O silêncio é o p&b distorcido para quem não quer se prender.
Entretanto, presa é aquele que considera-se parte de algo a que remeta representação. Entretanto, p&b pode ser o colorido por que muita gente esperava.
O silêncio é a parte ignorada. O silêncio constrói os mitos em cima de mortais. O silêncio é concordata de trusts petrolíferos – aquilo que todos previram, mas que nunca deve chegar. O silêncio é o nunca poder correr em sonhos.
Entretanto, a corrida gera fadiga para quem não treina. Entretanto, os sonhos são tudo aquilo que podemos alcançar enquanto pessoas reais.
O silêncio é a realidade. O silêncio é a representação não representada: uma maneira de entrar no quadro sem adaptar-se à moldura. O silêncio é a amizade de cúmplices no olhar. O silêncio é a ajuda que poucos sabem dar. O silêncio é esquecido.
Entretanto, o esquecer é porque houve de lembra-se um dia. Entretanto, o esquecer pode ser o incômodo de nunca levantar-se: o problema já não é mais aquele, mas julgar-se incapaz...
O silêncio é meu.
10.05.2008
Por que me incomodar? Você nasceu com o pior sentimento que um ser humano pode ter. nem com os seus consegue estabelecer algo de bom. Nem com os seus consegue se restabelecer...
Por que eu realmente me incomodei? Coisa inexplicável, porque os mundos são separados por uma montanha intransponível – falei tal como uma pseudo-intelectual.
Por que realmente achar que a sua presença mudará algo?
Por que realmente se importar com um ser que tem o pior sentimento do mundo, aquele que não move à evolução, mas o faz viver uma vida que não é a sua.
O que seria isso?
Sim. Viver achando sempre estar a esparzir a palha enquanto os outros conseguem a grama. Achar-se sempre o lutador que não consegue vencer nada. Achar-se sempre maior do que realmente seus pés podem suportar.
É daí que vem o “me importar”. Importar-me com algo que anda em círculos e que não forma reflexos; aliás, os reflexos paradigmáticos são aqueles que provêm dos que estão próximos, dos que sempre conseguem; dos que deram sorte – esta é a definição mais inteligível por ora.
Por que eu realmente me incomodei? Coisa inexplicável, porque os mundos são separados por uma montanha intransponível – falei tal como uma pseudo-intelectual.
Por que realmente achar que a sua presença mudará algo?
Por que realmente se importar com um ser que tem o pior sentimento do mundo, aquele que não move à evolução, mas o faz viver uma vida que não é a sua.
O que seria isso?
Sim. Viver achando sempre estar a esparzir a palha enquanto os outros conseguem a grama. Achar-se sempre o lutador que não consegue vencer nada. Achar-se sempre maior do que realmente seus pés podem suportar.
É daí que vem o “me importar”. Importar-me com algo que anda em círculos e que não forma reflexos; aliás, os reflexos paradigmáticos são aqueles que provêm dos que estão próximos, dos que sempre conseguem; dos que deram sorte – esta é a definição mais inteligível por ora.
10.02.2008
No parallel universes
I heard that parallel universes exist, so what is all gonna be?
What is all gonna be?
What if no one could tell
What if you not try to spell
No one would ever believe…
I heard you might live all your dreams
In that place you meant to be
Your real home
Your real home
I heard there is no
Shut down memories
There is no complain
On low batteries
Only if you wake up
Do not wake up.
I heard is all about kiss and tell
And everybody else
Is living a lie
To be satisfied
Maybe I could be that one
Maybe there is nothing
To be done
And all got wrong
It seems is all about that
I heard you can’t figure
What you bet
No parallel universes
No parallel universes…
What is all gonna be?
What if no one could tell
What if you not try to spell
No one would ever believe…
I heard you might live all your dreams
In that place you meant to be
Your real home
Your real home
I heard there is no
Shut down memories
There is no complain
On low batteries
Only if you wake up
Do not wake up.
I heard is all about kiss and tell
And everybody else
Is living a lie
To be satisfied
Maybe I could be that one
Maybe there is nothing
To be done
And all got wrong
It seems is all about that
I heard you can’t figure
What you bet
No parallel universes
No parallel universes…
9.30.2008
Saudades do teto do meu antigo quarto, pintado com estrelas e luas feitas por meu pai e eu. Saudades de deitar no chão deste quarto, olhando quantas vezes o ventilador poderia girar enquanto eu contava as estrelas e luas pintadas. Saudades da velha cômoda que deixamos para trás, aquela com o vazio da vela queimada. Saudades da velha janela – nossa, ela era tão grande que, para meus pensamentos não fugirem, era preciso uma grade cor-de-rosa. Saudades do Tobi, do Pito, do Spike, do Tonel, do Loro e dos passarinhos que comiam pão de manhã. Saudades do quintal molhado, úmido. Saudades dos olhares curiosos dos padeiros, que quase nunca me viam. Saudades das cantorias noturnas e do cheiro de café com meia suja – não era café normal. Saudades do balanço sob medida. Saudades da piscina e das vitórias-régia feitas com folhas de parreira – ai, que coceira que me dá só de lembrar. Saudades de quando o mundo ia acabar e só me restava assistir ao Topa Tudo Por Dinheiro e a jogar Teddy Boy no meu Master System cor-de-rosa – dá pra acreditar? É porque vinha o jogo da Turma da Mônica. Saudades de dizer: “Ih, é a Sandra, mãe”, e correr pra arrumar os meus livros e me trancar no quarto; fingir que estava dormindo. Saudades de dormir até meio-dia no friozinho e na escuridão. Saudades de dormir coçando meu cabelo, para não passar mais uma noite insone imaginando questões pré-filosóficas – e isso lá é coisa de criança ficar pensando?! Saudades do cheiro de salgadinho e de cajuzinho. Saudades de me esconder debaixo da cama e enfiar o nariz no rodapé gelado – vai me dizer que você não curte cheiros bizarros? Saudades de quando juntávamos as camas e ficávamos até a alta madrugada dizendo coisas engraçadas pra ninguém dormir – “Vocês não têm sono não?” Saudades do cheiro de manga, que marcava o início do verão e quando, finalmente, podia fazer todos os exercícios que sobravam nos livros da escola. Saudades de quando eu não queria ir a nenhum aniversário, porque ninguém falava comigo. Saudades de quando me disseram que um pedaço de mármore era ovo de dinossauro. Saudades de quando fazia frio na escola grande. Saudades da feira de ciências – eu achava que era grande coisa. Saudades dos dilemas indumentários das festas juninas. Saudades de andar de bicicleta e patins no corredor e no quintal – eu tinha vergonha de cair. Saudades de brincar escondido de pular corda na rua do tio. Saudades de fazer saias com papel de presente e brincar de princesa. Saudades de estragar os cabelos das Barbies – “Nunca mais eu vou te dar essa boneca cara, ouviu?” Saudades.
Eu quero minha mãe.
Eu quero minha mãe.
9.29.2008
9.16.2008
For caring about…
Como não se importar com um ser insignificante? Diante da sua miudeza, a significância se torna imensa e afeta-nos tal qual a intensidade da luz do sol. A importância do ser insignificante em questão se remete a nossa capacidade de olharmos para nós mesmos e nos descobrirmos diante do olhar que repousa naquele reflexo.
O que fomos? Certamente, a esta altura pouco importa, porque o ser insignificante passa a nos remeter signos que precisam irremediavelmente ser incorporados à nossa profilaxia diária.
O que seremos? Talvez seja uma emergência absurda em mudarmos para o que a forma insignificante delineia e se forma. Repetindo o que um filósofo – de cujo nome não me lembro, mas que estava em uma das obras de Ernst Bloch – disse: “o que não tem forma, não existe”. E o insignificante remete propriamente a este dito de que as formas precisam existir, ainda que disformes. Como você pode se importar com o que não significa? E, some-se a isso, como você pode se importar com o que não remete nenhuma familiaridade e, portanto, não forma nenhuma imagem que lhe seja peculiar – ainda que a sua peculiaridade seja disforme.
Quando você repara que o seu mundo é o que há de mundo, você passa a viver o mundo das pessoas – aquele dos sinais e das placas de identificação. Quando você se insere dentro da sua forma – forma e não fôrma -, o resto se torna simplesmente resíduo que os insignificantes regozijam-se.
A idéia do insignificante é aproveitar-se de suas brechas questionadoras e tornar-se alguma parte.
O que fomos? Certamente, a esta altura pouco importa, porque o ser insignificante passa a nos remeter signos que precisam irremediavelmente ser incorporados à nossa profilaxia diária.
O que seremos? Talvez seja uma emergência absurda em mudarmos para o que a forma insignificante delineia e se forma. Repetindo o que um filósofo – de cujo nome não me lembro, mas que estava em uma das obras de Ernst Bloch – disse: “o que não tem forma, não existe”. E o insignificante remete propriamente a este dito de que as formas precisam existir, ainda que disformes. Como você pode se importar com o que não significa? E, some-se a isso, como você pode se importar com o que não remete nenhuma familiaridade e, portanto, não forma nenhuma imagem que lhe seja peculiar – ainda que a sua peculiaridade seja disforme.
Quando você repara que o seu mundo é o que há de mundo, você passa a viver o mundo das pessoas – aquele dos sinais e das placas de identificação. Quando você se insere dentro da sua forma – forma e não fôrma -, o resto se torna simplesmente resíduo que os insignificantes regozijam-se.
A idéia do insignificante é aproveitar-se de suas brechas questionadoras e tornar-se alguma parte.
8.31.2008
Quando você tenta entender o outro, ou você perde o foco ou o outro poderá visualizar-se no que se passa para ele mesmo.
Compreender e entender, ao meu modo, são coisas diferentes. Você compreende quando o outro vai buscar a sua vida, embora não entenda as razões de ele ter feito isso repentinamente.
Você perde o foco quando passa a visualizar a situação sob a ótica do outro, sob as razões – pseudo-interpretadas -, das coisas apresentarem-se em certo contexto para o outro. A perda do foco se situa justamente quando você submete os seus desejos ao impulso de entender. Sim, é um impulso, porque toda a situação, se analisada friamente, lhe levará a não buscar nenhum entendimento.
Compreender não é mais fácil, entretanto. Compreender significa estar em um elevado grau de auto-conhecimento que, por conseguinte, lhe permite ceder a sua parte e entender a seu modo que o outro tem suas questões e um histórico bastante díspar do seu.
Compreender significa abstrair-se da crítica, da hipocrisia de achar-se tão importante para o seu pseudo-mundo que, em decorrência disso, lhe confere o direito de dizer que não é certo isso; que aquilo basta.
Entender caminha quase que lado a lado do não-entendimento. Isso no que concerne o seu entendimento com relação às atitudes do outro. Você quer entender, às vezes se convence de que entendeu, mas o máximo que obtém é a idéia de que isso foi possível...
Compreender e entender, ao meu modo, são coisas diferentes. Você compreende quando o outro vai buscar a sua vida, embora não entenda as razões de ele ter feito isso repentinamente.
Você perde o foco quando passa a visualizar a situação sob a ótica do outro, sob as razões – pseudo-interpretadas -, das coisas apresentarem-se em certo contexto para o outro. A perda do foco se situa justamente quando você submete os seus desejos ao impulso de entender. Sim, é um impulso, porque toda a situação, se analisada friamente, lhe levará a não buscar nenhum entendimento.
Compreender não é mais fácil, entretanto. Compreender significa estar em um elevado grau de auto-conhecimento que, por conseguinte, lhe permite ceder a sua parte e entender a seu modo que o outro tem suas questões e um histórico bastante díspar do seu.
Compreender significa abstrair-se da crítica, da hipocrisia de achar-se tão importante para o seu pseudo-mundo que, em decorrência disso, lhe confere o direito de dizer que não é certo isso; que aquilo basta.
Entender caminha quase que lado a lado do não-entendimento. Isso no que concerne o seu entendimento com relação às atitudes do outro. Você quer entender, às vezes se convence de que entendeu, mas o máximo que obtém é a idéia de que isso foi possível...
8.26.2008
it's been raining only on me
]olhei o seu e me deu vontade de escrever[
o vento corre em uma direção única, para onde leva a chuva e, esta, insiste em ir na minha direção. um instante que uma colher caia basta. basta para mentalizar que a imensidão que está dentro de mim é disléxica e analfabeta; tudo ao mesmo tempo.
de repente, um breve comentário se torna motivo para raiva. raiva por não conseguir captar o óbvio que, outrora, sempre captei. raiva por não conseguir ser inteligível por entre fórmulas ou insights cujo brotamento vem a partir do óbvio.
não sou de dizer: "ah, não fez por mal", até porque tudo tem alguma intenção. ainda que esta esteja implícita para o autor da ação...
a tal da fase volumétrica, com exaustores e áreas medidas por integrais, não parece se dissipar. e tudo tenho achado deveras complexo e muito distante da minha complexidade idiota.
"ah, não fez por mal"
pois bem, a tal fase é incompreensível. e, ainda que se peça para abstraí-la, volta e meia ela retorna.
a vontade é isolar-se, para ver se as palavras realmente importam. para ver se um universo paralelo será interessante.
tenho me encontrado por entre manilhas de pensamento - sim, iguais aquelas que levam os nossos despojos naturais. tenho me achado um nada sintetizado em infinitos zeros à esquerda. a coisa mais estranha do universo e de seus paralelos. ah, e a mais incapaz de mostrar algo interessante.
e quem disse que o mundo é cruel?
o vento corre em uma direção única, para onde leva a chuva e, esta, insiste em ir na minha direção. um instante que uma colher caia basta. basta para mentalizar que a imensidão que está dentro de mim é disléxica e analfabeta; tudo ao mesmo tempo.
de repente, um breve comentário se torna motivo para raiva. raiva por não conseguir captar o óbvio que, outrora, sempre captei. raiva por não conseguir ser inteligível por entre fórmulas ou insights cujo brotamento vem a partir do óbvio.
não sou de dizer: "ah, não fez por mal", até porque tudo tem alguma intenção. ainda que esta esteja implícita para o autor da ação...
a tal da fase volumétrica, com exaustores e áreas medidas por integrais, não parece se dissipar. e tudo tenho achado deveras complexo e muito distante da minha complexidade idiota.
"ah, não fez por mal"
pois bem, a tal fase é incompreensível. e, ainda que se peça para abstraí-la, volta e meia ela retorna.
a vontade é isolar-se, para ver se as palavras realmente importam. para ver se um universo paralelo será interessante.
tenho me encontrado por entre manilhas de pensamento - sim, iguais aquelas que levam os nossos despojos naturais. tenho me achado um nada sintetizado em infinitos zeros à esquerda. a coisa mais estranha do universo e de seus paralelos. ah, e a mais incapaz de mostrar algo interessante.
e quem disse que o mundo é cruel?
3.23.2008
i've been really glad to be a real and a wonder part of your life
diante de seus olhos, não precisam justificativas porque é aquilo que você vê. o olhar acompanha as formas, mas estas apenas limitam a sua existênia ara o mundo quando, para mim, a sua existência é o começo de infinitas sinfonias compostas de versos, vozes e silêncios.
diante do que se passa, meramente é aquele dos dedos ágeis que ninguém mais parcebe porque ainda que esteja em lentidão, a relatividade da então justificada 4a. dimensão é por deveras rápida: o nfinito é pouco.
entre outras línguas, mais complementos como se ainda restasse espaço para complementar o óbvio e simples que se torna peculiar.
acordei no meio de um sonho angustiante: contabilizávamos nossas ziquiziras práticas para nós mesmos como se fosse o fim.
e o olhar acompanha seus olhos adormecendo diante dos meus e uma força extrema quer te esconder debaixo duma capa mágica - resquício do meu universo paralelo - e destruir qualquer coisa que incomode a sua paz e todas as demais assombrações.
você não precisa dizer, por mim já o é pressentido.
e eu, com as minhas esquititices temporárias: elas não são para serem compreendidas, posto que seu fim já está determinado.
é a história da formiguinha no muro que deve ser sempre contada, discussões sobre exatidões óbvias e a ignorância alheia que nos fortalece... quero ficar eternamente abraçada.
e o "ao redor" cabe a você. antecipar coisas, sem que pareça previsível. sentir o seu afago e sermos as duas únicas pessoas do mundo.
i've been really glad to be a real and a wonder part of your life
diante do que se passa, meramente é aquele dos dedos ágeis que ninguém mais parcebe porque ainda que esteja em lentidão, a relatividade da então justificada 4a. dimensão é por deveras rápida: o nfinito é pouco.
entre outras línguas, mais complementos como se ainda restasse espaço para complementar o óbvio e simples que se torna peculiar.
acordei no meio de um sonho angustiante: contabilizávamos nossas ziquiziras práticas para nós mesmos como se fosse o fim.
e o olhar acompanha seus olhos adormecendo diante dos meus e uma força extrema quer te esconder debaixo duma capa mágica - resquício do meu universo paralelo - e destruir qualquer coisa que incomode a sua paz e todas as demais assombrações.
você não precisa dizer, por mim já o é pressentido.
e eu, com as minhas esquititices temporárias: elas não são para serem compreendidas, posto que seu fim já está determinado.
é a história da formiguinha no muro que deve ser sempre contada, discussões sobre exatidões óbvias e a ignorância alheia que nos fortalece... quero ficar eternamente abraçada.
e o "ao redor" cabe a você. antecipar coisas, sem que pareça previsível. sentir o seu afago e sermos as duas únicas pessoas do mundo.
i've been really glad to be a real and a wonder part of your life
2.04.2008
Você não percebe...
de repente, você desenterra alguma coisa bem guardada que, por estar assim, não deveria ser desenterrada. de repente, o que você duvidava tem fundamento, ou pelo menos outrora tinha. por que eu haveria de duvidar?de repente, o que você tem certeza pode ser mais uma repetição de meros fatos e você, que se achava incomum, passa a ser equiparado. ser o centro do universo não ajuda.de repente, o mundo gira e tudo é repassado a sua frente; e tudo tinha fundamento. será que o que falta, todas as questões de hoje, têm fundamento? cabe a mim não deixá-las passar. mas, entretanto, ganho feridas no meu cerébro por arranhar no mesmo assunto... será que o que se diz é o que de fato é vivido?de repente, a autenticidade desmorona. todavia, acredito que aquilo era uma encenação, uma imagem para se proteger de um eventual julgamento. mas, o que foi escrito, aquilo que foi revisto, enquanto as mesmas palavras eram ditas, não se pode encenar... ou, melhor, encenado era em ambas as situações.de repente, talvez, não era. era um teste. mas, com esse tipo de coisa não há teste e, uma vez mencionada aquela questão, é porque se gostaria...
de repente, fechar os olhos e não mais incomodar é um fato. de repente, flutuar enquanto fazes efeito é o instante a que se pretendeu sempre chegar. de repente, fui.de repente, isto seja mesmo fato. um instante de carência e carinhos renegados. talvez, seja mesmo uma tentativa de não querer mais buscar e evitar mais conflitos.
certa vez li em um livro - ou seria um diálogo de filme? não sei. então, certa vez li em um livro que os conflitos são as saídas para os incomôdos. portanto, concluo eu, se não existem conflitos, evita-se os incômodos e, se se evita os incomôdos é porque estes se tornaram indiferença para quem os observa.
entretanto, [enquanto a chuva caí] a preocupação exagerada beira a esquizofrenia. e, se existe a esquizofrenia, tratar-se tomando o outro como base nao é o caminho. cansei de ser prescrição de receita. mas, se ainda canso, é porque me incomodo. e se existe o incomôdo...
de repente, tudo o que ouvi se tornam palavras ao vento. cá estou, engolindo o zéfiro empoeirado. às vezes é isso e basta. e vamos seguindo a cada segundo, aproveitando as soluções imediatas e os impulsos.mas eu sou uma pessoa chata. racional. fria. mas eu sou uma pessoa legal. impulsiva. quente. paradoxo.
de repente, vejo-me incorporada em uma dessas idiotas princesas da Disney e o pressuposto de ser apenas aquilo. de repente, um orit... "oh, fuck it".no primeiro instante de independência, não sou mais a estrela dourada e, por nao ser mais a estrela dourada, vamos em busca de outras que possam satisfazer esta posição. acho que ninguém queria. sobraram vagas.ninguém quer.
por que haveria de mudar?
de repente, fechar os olhos e não mais incomodar é um fato. de repente, flutuar enquanto fazes efeito é o instante a que se pretendeu sempre chegar. de repente, fui.de repente, isto seja mesmo fato. um instante de carência e carinhos renegados. talvez, seja mesmo uma tentativa de não querer mais buscar e evitar mais conflitos.
certa vez li em um livro - ou seria um diálogo de filme? não sei. então, certa vez li em um livro que os conflitos são as saídas para os incomôdos. portanto, concluo eu, se não existem conflitos, evita-se os incômodos e, se se evita os incomôdos é porque estes se tornaram indiferença para quem os observa.
entretanto, [enquanto a chuva caí] a preocupação exagerada beira a esquizofrenia. e, se existe a esquizofrenia, tratar-se tomando o outro como base nao é o caminho. cansei de ser prescrição de receita. mas, se ainda canso, é porque me incomodo. e se existe o incomôdo...
de repente, tudo o que ouvi se tornam palavras ao vento. cá estou, engolindo o zéfiro empoeirado. às vezes é isso e basta. e vamos seguindo a cada segundo, aproveitando as soluções imediatas e os impulsos.mas eu sou uma pessoa chata. racional. fria. mas eu sou uma pessoa legal. impulsiva. quente. paradoxo.
de repente, vejo-me incorporada em uma dessas idiotas princesas da Disney e o pressuposto de ser apenas aquilo. de repente, um orit... "oh, fuck it".no primeiro instante de independência, não sou mais a estrela dourada e, por nao ser mais a estrela dourada, vamos em busca de outras que possam satisfazer esta posição. acho que ninguém queria. sobraram vagas.ninguém quer.
por que haveria de mudar?
1.26.2008
ser: desagradável
o óbvio restringe o conhecimento.
existem aqueles que acham que enxergam a mais profunda verdade por entre vielas de palavras complexas, quando a verdade é relativa e óbvia.
existem aqueles que se conformam ser o preterível, o instântaneo, e, simbioticamente, alcançar a obviedade dependente, relativa ao que é apresentado.
o simples é o exato. o exato é óbvio. e viver é óbvio, por isso cansa a quem compreende isso e é agradável a quem nada.
existem aqueles que acham que enxergam a mais profunda verdade por entre vielas de palavras complexas, quando a verdade é relativa e óbvia.
existem aqueles que se conformam ser o preterível, o instântaneo, e, simbioticamente, alcançar a obviedade dependente, relativa ao que é apresentado.
o simples é o exato. o exato é óbvio. e viver é óbvio, por isso cansa a quem compreende isso e é agradável a quem nada.
ser: desagradável
desagradável é escutar o som do verão quando não se gosta dele. agradável é não ter uma história coletivamente fantástica para contar das férias, porque, de fato, o que foi feito foi aproveitável, individualmente.
desagradável é achar que é nada, porque o que seria tudo de fato é infimamente nada. no meio tempo, corrói-se a alma e quer-se chorar por achar que será difícil carregar o tudo. e é, exatamente por isso, que você será mentalmente nada. o tudo é somente o que você pode ter e o que irá te acrescentar, egoistamente falando, algo a sua mente inexata.
desagradável é achar que é nada, porque o que seria tudo de fato é infimamente nada. no meio tempo, corrói-se a alma e quer-se chorar por achar que será difícil carregar o tudo. e é, exatamente por isso, que você será mentalmente nada. o tudo é somente o que você pode ter e o que irá te acrescentar, egoistamente falando, algo a sua mente inexata.
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