10.16.2006

é...

pedia à Deus para lhe mandar alguém que gostasse dela do jeito que ela é. pedia à Deus que a livrasse dos atalhos, e que fosse diretamente ao seu coração. pedia à Deus que fosse realidade todos os universos paralelos inventados e que todos os santos relicários fossem quebrados... relicários estes que "alguéns" colocaram em sua volta, para que a vida fosse mais doce... logo ela que não fora acostumada ao sabor...
pedia à Deus para que lhe contassem verdades, que as promessas fossem feitas de fatos e que toda vez que fitasse os olhos do outro eles pudessem traduzir algo além do encantamento superficial...
pedia à Deus que saboreasse menos o amargo e mais a vida - que tem ambos os lados: doce e amargo -, para que largasse de vez o universo paralelo que lhe desenharam e os tantos outros que sua mente inventou...
pedia à Deus que lhe achasse um cúmplice para os momentos de insanidade, para os momentos de sabedoria, para os momentos da madrugada sob a luz da lua...
pedia à Deus somente isso... contudo, coitada, ainda não sabia lidar com os seus pedidos protamente atendidos e, por um segundo fatal, quase pôs tudo a perder...
pediu à Deus que lhe enviasse sabedoria... e, num sopro, a felicidade já não dói, refresca!

é...

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um paradoxo de sanidade e loucura