lá estava eu, desamparada por todas... mais de quatro horas de espera... o sono já me incomodava desde antes de acordar. Como diz a música, já acordo deitada. Não sei o que acontece. A sensação que eu tenho é a de que quanto mais horas passo tentando dormir, mais sono eu tenho. [pessoas incovenientes tentam decifrar os meus escritos... vizinhos serão sempre vizinhos: a inconveniência uma hora despertará a sua alma]...
corri para o meu refúgio, quando tenho que esperar sob estas condições. fui para a biblioteca, pegar uns passatempos e fitar o mar que emoldura os fundos dela...
quem disse que eu consegui? thomas more parecia interessante na sua utopia citadina, assim como Jane Austen, com os seus relatos sobre alguém cuja aparência física e dos bens materiais soa mais importante que tudo.
Abri a minha mais que precisa garrafinha de água de piscina. Comecei a ler. As costas me doíam. Deitei. O frescor do vento era maravilhoso, mas insistia em jogar nos meus olhos fragmentos de árvore - a natureza invade meu ser. Coloquei meu disfarce, meus óculos escuros que cobrem todo meu rosto. Salvação! podia ver os bichinhos procriando nas árvores, as folhinhas balançando, os galhos caindo...lindo lindo! Tudo para tirar a minha atenção dos livros... ops!
Deitei de novo. Minhas pálpebras não agüentaram. Insistiam em fechar invonlutariamente. Não aguentei. Dormir de sonhar com o sol me abraçando e o mar me acomodando. Sonhei com direito a chuva de boca - a famosa babinha.
Acordei com as formigas tentando me carregar para outro lugar, pois que eu atrapalhava o seu percurso. Elas estavam quase me levando, mas eram poucas e, comparando o meu tamanho com o delas, seria impossível disso acontecer. Daí, elas partiram para violência física! Me massacraram com ácido fórmico umas trocentas vezes, que, por alguns segundos me senti dormente... Ai, que delícia me sentir dormente! ai...
acordei com um zumbido no meu ouvido. Acordei? Já estava acordada... cochilava e, depois do zumbido, e porque havia visto um besouro gigantesco, fiquei com medo dele me carregar pra cima da árvore e, aí, como eu desceria depois?!
acordei, também, com uma musiquinha beeeem brega.... uma mistura evangélica com baile da 3a. idade... argh!
fiquei uns minutos me recompondo... cheia de irritações das nossas queridas formiguinhas... violentas!
acordei diante daquele mar... lindo!
só me lembrava de você...

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