]olhei o seu e me deu vontade de escrever[
o vento corre em uma direção única, para onde leva a chuva e, esta, insiste em ir na minha direção. um instante que uma colher caia basta. basta para mentalizar que a imensidão que está dentro de mim é disléxica e analfabeta; tudo ao mesmo tempo.
de repente, um breve comentário se torna motivo para raiva. raiva por não conseguir captar o óbvio que, outrora, sempre captei. raiva por não conseguir ser inteligível por entre fórmulas ou insights cujo brotamento vem a partir do óbvio.
não sou de dizer: "ah, não fez por mal", até porque tudo tem alguma intenção. ainda que esta esteja implícita para o autor da ação...
a tal da fase volumétrica, com exaustores e áreas medidas por integrais, não parece se dissipar. e tudo tenho achado deveras complexo e muito distante da minha complexidade idiota.
"ah, não fez por mal"
pois bem, a tal fase é incompreensível. e, ainda que se peça para abstraí-la, volta e meia ela retorna.
a vontade é isolar-se, para ver se as palavras realmente importam. para ver se um universo paralelo será interessante.
tenho me encontrado por entre manilhas de pensamento - sim, iguais aquelas que levam os nossos despojos naturais. tenho me achado um nada sintetizado em infinitos zeros à esquerda. a coisa mais estranha do universo e de seus paralelos. ah, e a mais incapaz de mostrar algo interessante.
e quem disse que o mundo é cruel?

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