Início de tudo:
Inocentemente, você acha que para conquistar o seu lugar no mundo, você precisa agradar a todos. Assim, não existirão conflitos... exceto aqueles que lhe corroem as entranhas.
Aí surge um lapso de tempo, de um tempo que você governava a si mesmo e lhe consentia um pouco de sabedoria. E, ao recolocar estas lembranças a sua frente, você começa a perceber que o que houve entre o tempo de sabedoria e o vivido foi um lapso e não aquele em que houve alguma lucidez.
E, de repente, você já não é mais tão singelo... e a sua personalidade é comparada a de um psicopata, sempre planejando a maneira mais doce e meiga de sublimar seus desafetos.
E, de repente, você não faz mais parte, porque não reluz perfeição, porque não se senta adequadamente... porque é feliz.
E, de repente, os personagens desejam ser o que sua quinta parte é... e, de tão incapazes, não se buscam dentro de seus próprios conflitos... são tudo, menos parte... são algo além e abaixo e querem sugar o que não pode ser sorvido.
Fim de tudo:
- acho que você deveria cortar o cabelo para esta moldura lhe caber...

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