11.18.2006

Sobre as coisas boas...

Sobre as coisas boas que, como num estalar de galhos em um dia de outono, aparacem em nossas vidas, não precisamos nos questionar. Apenas aceitar, livre de preconceitos, a maneira como elas aparecem para a gente.
Se elas são boas de mais para serem verdade, ou cheias de sinuosidades incompreensíveis, a questão é pura e simplesmente aceitá-las e vivenciá-las...

Sobre as coisas boas cria-se uma complexidade tal que, quando elas aparecem, nos faz acreditar que não podem existir, por estarem muito próximas da perfeição. Essa aura de complexidade é construída para que nós estejamos longe de nós mesmos e, num ato paradoxal, rejeitemos as coisas boas e vivamos imaginando o que poderia ter sido... É mais fácil, para a maioria, vivenciar o que poderia ter sido...

Sobre as coisas boas a gente não deve repudiar, se perguntar por que, se quetsionar "por que eu?"... Para tudo na vida existe uma razão de estar; a nossa vivência se baseia nos nossos atos, em tudo aquilo que fizemos ao longo de nossas vidas. E, como consequencia desses atos, recebemos de volta o que merecemos da vida em algum momento.

Por isso, eu sei que mereço ser assim. Não de uma maneira resignada, em aceitar tudo. Mas de ter a plena consciência de que o que eu fiz, de tudo que investi em mim vai ter - e está tendo - retorno muito positivo. Dessa maneira, não posso questionar sobre as coisas boas que tenho recebido. Apenas aceito como elas são, até porque elas me fazem um bem danado.

Não sei quem instituiu que devemos sentir culpa por sermos felizes; que a nossa felicidade plena incomoda os outros... É por causa disso que a gente acaba chegando a estas conclusões... da noção do é "bom demais para ser verdade"...

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um paradoxo de sanidade e loucura