estou vivendo em um processo de retrocesso mental. nada do que posso afirmar que sei, realmente o sei.
estou vivendo um processo de recrudescimento da alma. não me torno uma pessoa fria, mas vazia de concepções. cansei de me explicar-me e de explicar a situação do indivíduo ao mundo.
dano esse querer ser algo como uma pensadora. escreverei um livro bobinho de auto-ajuda, um livro barato-vazio-tosco, do tipo desses nomes: quem mexeu no meu queijo? quem meteu na minha b******... esses livros que poupa-me o tempo e os neurônios ao resumir na sua capa a sua estória e eu, insconscientemente, antever o desfecho...bizarro.
bizarro é quem os compra.considera-se dotado de uma intelectualidade nata. brrr.
outro dia encontrei um pseudo-intelectual. nesses momentos eu estou burra, estrategicamente. aliás, como o mundo está cheio deles. eu olho e já sinto o cheiro que exala de cerébros em má formação.
não sou escrota, mas realista. quer dizer que sabe, quer dizer que gosta, que dizer que faz bem feito: não é verdade. quem sabe prova naturalmente; quem gosta exala o seu gosto peculiar; quem faz bem feito se permite elucidar a perfeição - odeio a palavra perfeição.
eu não sou nada. danos gerais. alguma coisa se é, se se faz parte. eu sou? danos gerais. não quero ser a intelectual que acaba de voltar de barcelona com inúmeros elogios na bagagem.
falar espanhol me incomoda. a não ser que seja em cuba. a questão do exalar o gosto, o saber, o bem fazer...
danos gerais. captar mais.

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