... e viver para sempre com essa inquietação do que é indefinido?
Se bem que, enquanto estamos improvisando, vivemos o tempo presente. Nos acomodamos conforme o que se passa e com a nossa capacidade inventiva de viver esse tempo. Assim que começamos a formular o nosso futuro, e descobrimos não caber dentro dele, vivemos em função da nossa incapacidade face ao futuro que pretendemos traçar para nós. No entanto, alguém nos disse, é a expectativa no futuro que no motiva no presente - e a falta dela que nos estagna. Portanto, se o caminho rumo a seu futuro passa por nebulosas e tende a um buraco negro, "não se desespere"!
Mas, isso não seria viver no provisório - mais alegre?
Mais uma vez, falta-me o ar...
* BACHELARD, G. p.58, in A Poética do Espaço.

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