10.06.2008

.o silêncio é meu.

O silêncio incomoda a quem não o presencia. O silêncio não diz nada para aqueles que não o subentendem. O silêncio é frescura para quem prefere ignorar os conflitos; o silêncio é muito bom para quem quer viver a fantasia.

Entretanto, a fantasia é boa quando é compartilhada. Entretanto, o silêncio é ouro para quem guarda o melhor momento para que se possa revelar.

O silêncio é mentira para quem não sabe concordar. O silêncio é verdade para quem entende o olhar de quem permanece em silêncio – não se é pedido para concordar, mas para compreender que aquilo é reação interiorizada prevendo o crescimento.

Entretanto, crescimento para trás não existe. Entretanto, interiorizar a dor é burrice.

O silêncio é ambigüidade: para quem existe é tudo, para quem vive (personagens) significa nada. O silêncio é cor para quem fundamenta suas razões com base em fatos reais. O silêncio é o p&b distorcido para quem não quer se prender.

Entretanto, presa é aquele que considera-se parte de algo a que remeta representação. Entretanto, p&b pode ser o colorido por que muita gente esperava.

O silêncio é a parte ignorada. O silêncio constrói os mitos em cima de mortais. O silêncio é concordata de trusts petrolíferos – aquilo que todos previram, mas que nunca deve chegar. O silêncio é o nunca poder correr em sonhos.

Entretanto, a corrida gera fadiga para quem não treina. Entretanto, os sonhos são tudo aquilo que podemos alcançar enquanto pessoas reais.

O silêncio é a realidade. O silêncio é a representação não representada: uma maneira de entrar no quadro sem adaptar-se à moldura. O silêncio é a amizade de cúmplices no olhar. O silêncio é a ajuda que poucos sabem dar. O silêncio é esquecido.

Entretanto, o esquecer é porque houve de lembra-se um dia. Entretanto, o esquecer pode ser o incômodo de nunca levantar-se: o problema já não é mais aquele, mas julgar-se incapaz...

O silêncio é meu.

1 comment:

carol guimarães said...

quando falei em p&b quis dizer que ele sempre será colorido quando for confortável.
assim como o silêncio.
assim como o colorido pode ser p&b.
dentro do meu colorido cabe o p&b.
dentro do meu p&b cabe o colorido.
e nisso tudo, o silêncio confortável.

só não é silêncio o medo.
só não é confortável a covardia.
daí, os personagens.

beijocolorido.
beijop&b.
na minha vida, um não exclui o outro.
na minha vida, a sua cor silêncio é querida!!!

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um paradoxo de sanidade e loucura