O silêncio incomoda a quem não o presencia. O silêncio não diz nada para aqueles que não o subentendem. O silêncio é frescura para quem prefere ignorar os conflitos; o silêncio é muito bom para quem quer viver a fantasia.
Entretanto, a fantasia é boa quando é compartilhada. Entretanto, o silêncio é ouro para quem guarda o melhor momento para que se possa revelar.
O silêncio é mentira para quem não sabe concordar. O silêncio é verdade para quem entende o olhar de quem permanece em silêncio – não se é pedido para concordar, mas para compreender que aquilo é reação interiorizada prevendo o crescimento.
Entretanto, crescimento para trás não existe. Entretanto, interiorizar a dor é burrice.
O silêncio é ambigüidade: para quem existe é tudo, para quem vive (personagens) significa nada. O silêncio é cor para quem fundamenta suas razões com base em fatos reais. O silêncio é o p&b distorcido para quem não quer se prender.
Entretanto, presa é aquele que considera-se parte de algo a que remeta representação. Entretanto, p&b pode ser o colorido por que muita gente esperava.
O silêncio é a parte ignorada. O silêncio constrói os mitos em cima de mortais. O silêncio é concordata de trusts petrolíferos – aquilo que todos previram, mas que nunca deve chegar. O silêncio é o nunca poder correr em sonhos.
Entretanto, a corrida gera fadiga para quem não treina. Entretanto, os sonhos são tudo aquilo que podemos alcançar enquanto pessoas reais.
O silêncio é a realidade. O silêncio é a representação não representada: uma maneira de entrar no quadro sem adaptar-se à moldura. O silêncio é a amizade de cúmplices no olhar. O silêncio é a ajuda que poucos sabem dar. O silêncio é esquecido.
Entretanto, o esquecer é porque houve de lembra-se um dia. Entretanto, o esquecer pode ser o incômodo de nunca levantar-se: o problema já não é mais aquele, mas julgar-se incapaz...
O silêncio é meu.
10.06.2008
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
Blog Archive
-
▼
2008
(41)
-
▼
October
(19)
- Dear me,
- Mirror, mirrorNever tell us the truthMirror, mirro...
- “time is contagious… everyone is getting old…”*
- a necessidade materializada: o ideal sob a forma e...
- sabia, eu não gosto de natais? não, não gosto. em ...
- ajuda não é presencial. ajuda é querer saber, ente...
- y.#2
- e caiu nesta página...
- a realidade é óbvia
- Já sentiste des-parte?
- Whenever I picture myself far away, I feel like I ...
- devorada por formigas
- Questões filosóficas em orbitais de pouca obviedade
- hoje: cansada e enjoada
- .o silêncio é meu.
- De certa forma, o recomeço é entender (realmente) ...
- Por que me incomodar? Você nasceu com o pior senti...
- No parallel universes
- E quando tudo se vai, embora ainda seja algo.E qua...
-
▼
October
(19)

1 comment:
quando falei em p&b quis dizer que ele sempre será colorido quando for confortável.
assim como o silêncio.
assim como o colorido pode ser p&b.
dentro do meu colorido cabe o p&b.
dentro do meu p&b cabe o colorido.
e nisso tudo, o silêncio confortável.
só não é silêncio o medo.
só não é confortável a covardia.
daí, os personagens.
beijocolorido.
beijop&b.
na minha vida, um não exclui o outro.
na minha vida, a sua cor silêncio é querida!!!
Post a Comment