Des-parte é nunca poder fazer parte de algo cujo sentimento, a que se liga a esta coisa, é indiferente. Des-parte pode ser, também, aquilo por que se quer partir, sair do lugar. Des-parte pode ser, ainda, o ato contrário de partir, quebrar... como numa tentativa de colar uma forma que é peculiar àquele que remonta.
Des-parte é um espirro a plenos pulmões. Um espirro de quem não se preocupa com etiquetas ou que não quer ser delicado.
Des-parte é o coração batendo minutos antes de pular para dentro do vagão do trem que está quase partindo – “nossa, eu consegui!”
Des-parte: “desta parte eu desconvoco aquela que nunca deveria ter sido convocada. Aquela que já nasceu com a vida nas mãos. E fim de trato.”
10.15.2008
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