10.13.2008

devorada por formigas

a esta hora: uma banda da bunda está com um calombo inusitado. as formigas me devoram. estou com medo de acordar amanhã com a bochecha inchada de novo. me disseram que o melhor antídoto provém do veneno. engraçado, tenho acreditado nisso piamente: o melhor antídoto provém do veneno - original.

a esta altura: uns mosquitinhos zoam em meus ouvidos. irritante é pouco, mas pelo menos é uma forma deles mostrarem que existem, pelo menos pros seus pares, já que flutuam de um lado para o outro. o barulho só existe para nós, que não somos parte. para quem se entende, é apenas sinfonia.

a esta altura: a baba foge. falo da maneira mais chiada do que de costume. chia-se mais do que se realmente quer ouvir. silencio... é melhor.

a esta altura: o futuro acontece e vejo que realmente não dependo mais. imagens existem para quem quer se manter. eu quero prosseguir.

a esta altura: planos coletivos, a fim de segurar o que se esvai... o que nunca se teve. de cima para baixo, do contrário para o avesso: paradoxais ambulantes... devorada por formigas...

o melhor antídoto é o próprio veneno.

1 comment:

carol guimarães said...

só não pode morder a língua

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um paradoxo de sanidade e loucura